Publicação fixa: Argumentos lógicos X tratados teológicos

Meus textos questionando o sistema religioso e as mentiras do cristianismo são sempre com argumentos de raciocínio lógico, porque para mim vale o que está escrito sem interpretações humanas, sem oráculos para traduzir o texto... Continue lendo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Perdi a fé em quase tudo, menos no Eterno

Up. Publicado originalmente em 29/ago/2011

Com P.S.

Impossível comer salsicha depois que vi como ela é feita!

Na época em que comia embutidos, ou melhor, salaminho era o único que eu gostava, um amigo engenheiro químico vivia me dizendo: "Se você soubesse como isso é feito, não comeria." Sempre fui meio como o detetive Monk, da série da TV, mas mesmo assim continuava comendo, apesar de sempre lembrar de suas palavras. Enfim, hoje não como nada dessas coisas, nem salaminho, porque comecei a praticar a alimentação bíblica. E um dia assisti a um documentário na TV e foi horrível, realmente vi como os embutidos são feitos. Que nojo, e eu comia aquilo! Não gosto nem de lembrar.

Mas um dia também entendi que a expressão "ver como a salsicha é feita" pode-se aplicar a outras situações. Li um texto que falava exatamente disso, em que o autor explicava porque saiu do sistema religioso e no final ele dizia que viu como a salsicha é feita.

E isso é a mais pura verdade. Eu também vi muito de perto como a salsicha é feita nos bastidores religiosos, porque não fui uma "esquentadora de banco", sempre estive no meio da liderança e conheço o processo. Também conheço os bastidores da educação, já trabalhei no sistema público e no privado. E assim fui perdendo a fé nos sistemas.

Enfim, impossível comer salsicha depois que vi como ela é feita!

Por isso perdi a fé em todo e qualquer sistema. Perdi a fé no sistema religioso, e tenho falado nisso e ainda vou falar mais em vários textos deste livro.

Perdi a fé na política e nos políticos. Não acredito que alguém possa resolver os problemas do mundo. Até porque o mundo precisa estar muito, muito, muito ruim, para que o povo queira muito um salvador e assim o falso messias aparecerá como esse "salvador" e vai conseguir enganar o povo sedento de soluções e milagres. Em consequência da minha incredulidade anulo sempre o meu voto. Não vou fazer aliança com nenhum humano e muito menos com um sistema em que não acredito. Sou a favor da monarquia e estou aguardando o meu Rei chegar.

Enquanto isso continuo orando pelo meu país, meu estado, minha cidade, meu bairro... Não amaldiçoo as autoridades e não falo nada contra elas. Apenas oro e procuro orar segundo a vontade do Eterno, tenho muito medo de orar contra a vontade dele, por isso não participo mais de grupos de oração pela nação e nem das correntes que recebo por correio eletrônico, pedindo para orar para que um religioso seja eleito. Minha oração é que a vontade do Eterno seja feita, apenas isso.

Perdi a fé no sistema educacional. Estive lá dentro e sei que está falido. E tem que ser assim, o povo, a massa, não pode ser bem alfabetizada, não pode ter instrução, não pode ter pensamento crítico, para poder ser manipulado pelo sistema e acreditar no falso messias, quando ele assumir o poder. Como diz minha amiga, as pessoas estão como se zumbis tivessem comido seu cérebro.

Perdi a fé no futebol. Bem, nunca fui torcedora de verdade, mas na Copa do Mundo eu virava torcedora, comprava roupas e acessórios, assistia aos jogos. Mas um dia perdi a fé completamente. Tenho quase certeza de que os resultados são combinados e é tudo um grande teatro. Hoje só acredito em resultado de uma pelada de amigos na esquina de casa.

P.S.: E principalmente perdi a fé no ser humano, especialmente perdi a fé nos religiosos, que falam tanto de amor, mas o que tenho experimentado é a crueldade da parte deles. Desde que passei a pregar arrependimento e mais ainda depois que abandonei o sistema religioso, tenho sido vítima da inveja, do ódio, de fofocas e mentiras, e da maldade dos religiosos. E o mais triste de tudo é que fui testemunha da crueldade de alguns líderes religiosos, junto com algumas de suas "ovelhas", que se uniram para atingir uma pessoa que saiu do sistema e o resultado foi uma criança de dois anos ser prejudicada a ponto de passar fome. E mesmo depois de terem sido confrontados, nunca se arrependeram, nunca reconheceram que erraram, e nunca restituíram o que roubaram dessa criança. Ouvi de alguns que "não fizeram nada". Que amor é esse? Não acredito mais no ser humano, perdi a fé nessa raça. Como diz o ditado, gato escaldado tem medo de água, e vítima de inveja e crueldade também.

É, sou uma incrédula, não acredito em sistemas humanos, perdi a fé em quase tudo.

Só não perdi a minha fé no Eterno, pelo contrário, quanto mais perco a fé no mundo e no ser humano, mais aumenta a minha fé no Criador.

Obs.: Para quem está querendo saber do sentido literal, ou seja, como a salsicha é feita, este texto está bem interessante ou assistam o vídeo abaixo. Aqui em casa, além da alimentação bíblica, estamos evitando produtos industrializados, então, ainda que não houvesse a possibilidade de ter carne de porco, não compraríamos por conter muita química.



sábado, 3 de novembro de 2012

Experiência X Argumentos

“A experiência que tive nos momentos de comunhão com o Eterno tornou repulsivas todas as coisas que não estavam de acordo com Ele.” Frank Laubach

"O homem que tem uma experiência nunca ficará à mercê daquele que só tem argumentos." Tommy Tenney

"Então, eu tive aquele encontro com o Eterno do qual nunca me recuperei". Tommy Tenney

“...uma coisa eu sei: Eu era cego, e agora vejo!” (João 9.25b)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Dica de leitura: Revolução

Não é tempo de reforma.
É tempo de restauração, de retorno às raízes, ao original, é tempo de teshuvah.

Up. Publicado originalmente em 13/jan/2009

Cansado da igreja? Encontre uma fé vibrante além das paredes do santuário

Com o subtítulo acima e o título Revolução, o novo livro de George Barna, lançado no Brasil em março, afirma que tem muita gente que desistiu deste atual modelo de igreja local caracterizada por um panorama de estagnação espiritual e relacionamentos superficiais. Pesquisa do Instituto Barna constata essa tendência entre os cristãos norte-americanos, mas a maioria de suas observações também pode ser aplicada à realidade brasileira. Os números da pesquisa nos Estados Unidos revelam que, ao serem perguntados sobre como experimentam e expressam a sua fé, ou seja, sobre quais os principais meios de experiência e expressão espiritual, há uma forte tendência de mudança da ênfase na igreja local para uma “comunidade alternativa baseada na Fé” ou para meios baseados na “mídia, artes, cultura”.

Segundo o editor brasileiro, Oswaldo Paião, da Abba Press, Barna e sua equipe descobriram uma informação que, apesar de ser fruto de observação de uma realidade, tem despertado polêmica, e cuja divulgação tem desagradado a inúmeros pastores: “a Igreja está passando pela maior revolução de nossa época. Multidões de cristãos sérios estão abandonando as formas tradicionais da igreja... Mas, apesar disso, querem ser a Igreja de Jesus Cristo. Eles estão deixando de comparecer às tradicionais “escolas dominicais” ou “cultos matinais” para buscar uma forma mais autêntica de ser Igreja; livre do formalismo e das cobranças burocráticas de um tipo de igreja que vive para organizar programas e dar show”. Agência Soma.

"Um cristão revolucionário é aquele que sua vida reflete os ideias e princípios que caracterizam a vida e propósito do Messias que avançam o Reino do Eterno. [...] Ele é um exemplo típico de uma nova geração de discípulos do Messias. Eles não estão discpostos a tomar parte de jogos religiosos, nem interessados em participar de uma comunidade religiosa que não esteja deliberada e agressivamente fazendo avançar o Reino dos Céus. São pessoas que desejam mais do Eterno - muito mais - em suas vidas. E estão fazendo o que for necessário para obter isso.

Estes revolucionários são seguidoras dedicadas do Messias e sérias quanto à sua fé. Algumas delas pertencem a uma igreja congregacional, mas muitas não. A chave para compreender os revolucionários não é qual a igreja que frequentam, ou sequer se frequentam alguma igreja. Em vez disso, é a sua completa dedicação à ideia de serem completamente messiânicos ao visualizarem cada momento da vida mediante uma lente espiritual e tomarem cada decisão à luz de princípios bíblicos. Trata-se de indivíduos determinados a glorificar ao Eterno dia a dia através de cada pensamento, palavra e ato em suas vidas.
O dicionário Webster, que não costuma sucumbir à pressão social para exagerar, definiu revolução como 'a derrubada ou repúdio, assim como a substituição completa de um governo ou um sistema político estabelecido pelo povo governado'. Ele acrescenta que uma revolução pode ser também uma 'mudança radical e abrangente na sociedade e na estrutura social'.
Webster está descrevendo adequadamente a transformação que ocorre na espiritualidade hoje. Milhões de seguidores deicidados do Messias estão repudiando sistemas e práticas mornos da fé messiânica e introduzindo uma mudança total na maneira como a fé é compreendida, integrada, e está influenciando o mundo. Em vista dos seres humanos se tornarem e praticarem aquilo em que acreditam, é a maneira mais rápida e certa de gerar uma mudança duradoura e esta revolução de fé é a transição mais importante que você ou eu experimentamos durante a nossa vida." George Barna, em Revolução

domingo, 28 de outubro de 2012

Uma língua enorme e com orelhinhas bem pequenas

Não é tempo de reforma.
É tempo de restauração, de retorno às raízes, ao original, é tempo de teshuvah.

Up. Publicado originalmente em 25 de ago de 2009

"O sermão: a vaca mais sagrada do protestantismo – Elimine o sermão, e a liturgia protestante vem a ser nada mais que um show. Elimine o sermão e a frequência dos membros cairá para um dígito.
O sermão é o fundamento da liturgia protestante. Por quinhentos anos, funcionou como um relógio. Toda manhã de domingo, o pastor sobe no púlpito e entrega um discurso inspirador para uma audiência passiva que esquenta os bancos. O sermão é tão central que muitos cristãos vão à igreja por causa dele. Na verdade, todo o culto é julgado pela qualidade do sermão. Pergunte a alguém como foi a igreja no último domingo e provavelmente receberá uma resposta descrevendo a mensagem. Resumindo, o pensamento cristão contemporâneo considera o sermão como sendo a mesma coisa que o culto dominical. Mas isto não acaba aí.
Elimine o sermão e você terá removido a fonte mais importante de alimentação espiritual para um número incontável de crentes (pelo menos é assim que se imagina). E a realidade chocante é que o sermão de hoje não tem raízes nas Escrituras. Mais do que isso, é emprestado, recuperado e adotado da cultura pagã para a fé cristã. Esta é uma afirmação alarmante, não é? Mas existe mais.
O sermão, na verdade, difama o propósito que o Eterno designou à igreja. E isso tem muito pouco a ver com o crescimento espiritual genuíno.
Como o sermão prejudica a igreja – Embora venerado por cinco séculos, o sermão convencional tem contribuído, nas mais variadas formas, para a degradação da igreja. Primeiramente, o sermão faz com que o pregador tenha um desempenho artístico no culto eclesiástico. Como resultado, a participação da congregação fica obstaculizada (na melhor hipótese) e excluída (na pior hipótese). O sermão degenera a igreja um auditório, um grupo de espectadores mudos, presenciando um evento. Não há espaço para interromper ou questionar o pregador, enquanto profere seu discurso. O sermão congela e aprisiona o funcionamento do Corpo do Messias. Promove um sacerdócio dócil ao permitir que os homens do púlpito dominem a reunião da igreja semana após semana.
Em segundo lugar, o sermão estanca o crescimento espiritual. Pelo fato de ser uma ‘mão de uma só via’, encoraja a passividade. Debilita a igreja, enfraquecendo seu funcionamento. Sufoca o ministério mútuo. Abafa a participação aberta. Faz o crescimento espiritual do povo do Eterno declinar.
Em terceiro lugar, o sermão conserva a mentalidade do clero antibíblico. Cria uma dependência patologia e excessiva do clero. O sermão faz do pregador um especialista em religião – o único que tem algo digno e valioso a dizer. Trata todos os demais como cristãos de segunda categoria – esquentadores de banco silenciosos. (Embora isso não expresse o geral, é a realidade).
A liturgia protestante deforma o Corpo do Messias. Torna-se num corpo de uma língua enorme (o pastor) e com orelhinhas bem pequenas (os membros)."

Trechos de Cristianismo pagão? (Frank Viola e George Barna)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Momento nostalgia

A Arte de ser feliz
(Cecilia Meireles)

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam as flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não a podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um jardim quase seco. Era numa época de estiagem, da terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam o muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho no ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. Eu me sinto completamente feliz.

Mas quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Redimindo a Disney

Up. Publicado originalmente em 24/jun/2010

Uma reflexão que fiz quando comecei a estudar esses assuntos de desenhos animados e filmes foi sobre a Disney.

Tenho notado que o “ministério cabelo em ovo” coa um mosquito e engole um camelo. Nunca recebi um email pedindo para não assistir Ben 10 ou outro “super-herói”. Também nunca vi protestos contra uma novela comum da TV. Mas recebi várias mensagens de líderes recomendando que o povo não assistisse à novela Caminho das Índias. E é assim sempre que aparece uma novela que fala do mundo espiritual, os líderes não deixam as pessoas assistirem.

E foi aí que liguei o desconfiômetro. Uma das minhas teses é que se os religiosos estão falando mal de alguma coisa, se estão perseguindo, vou investigar. Normalmente se eles não gostam é porque dever ter alguma coisa boa para aprender.

O assunto não é Caminho da Índias, mas quem não viu, perdeu. Tirei muita reflexão boa da novela e fiquei muito indignada em constatar que fomos roubados de várias práticas boas que eles têm, como ter cuidado com o que fala e usar as palavras para abençoar as pessoas. E o que foi aquele casamento? Lógico que ignorando a parte religiosa, o casamento deles é lindo demais, é uma festa de verdade, muita alegria. Os nossos comparados aos deles parecem velórios. Fomos roubados.

As pessoas não assistiram à novela Caminho das Índias, mas assistem às outras que acham que não têm nada demais: só divórcios, brigas, gritarias, pornografia, imoralidade, assassinatos etc etc. Já vi líder de intercessão não querer ir a um encontro de amigos porque era o último capítulo da novela. Mas Caminho das Índias ela não viu. Fazer o quê? Só lamento por ela, perdeu uma grande aula de guerra espiritual.

Então volto à Disney. Todos nós já ouvimos alguém falando mal da Disney, já lemos sobre os boicotes que os evangélicos dos Estados Unidos promovem, já vimos palestras sobre as mensagens subliminares, as imagens ocultas nos desenhos. É, eu também caí nessa.

Mas aí veio a história do Procurando Nemo e depois vi Carros, e depois vi Nárnia. E fui percebendo que os filmes eram ótimos, que as mensagens eram positivas e que os religiosos me enganaram. Comprei todos esses filmes, assisti a todos umas trocentas vezes, sei as falas de cor, me emociono e rio das tiradas inteligentes. E como já disse, mudo o quadro ou tiro o som das cenas de feitiçaria.

Um episódio que me marcou aconteceu com uns amigos religiosos que não tinham visto Nárnia porque é da Disney, mas eles nem sabiam que o livro Crônicas de Nárnia foi escrito por C.S. Lews. Eles não conheciam nada sobre o filme... porque era da Disney.

Enfim, queimam a Disney na fogueira, mas assistem Ben 10 e todos os outros desenhos e filmes horrorosos que existem por aí. Quem entende?

Enquanto o povo fala mal da Disney, vi muitas crianças nas igrejas com seus brinquedos com temas de desenhos na mão, com suas roupas e sapatos dos seus personagens preferidos, com seus monstrinhos, e fazendo suas festinhas de aniversário com esses temas.

Para mim a Disney foi redimida. Assisto, compro os DVDs e gosto muito dos filmes que eles têm feito. Faço a minha seleção, lógico, como seleciono tudo que assisto e ouço.

E estamos contando os dias para a estreia de Nárnia 3.
(P.S.: É, eu sei que a Disney não está no grupo do terceiro filme).

P.S.: Em Pessach (Páscoa) do ano passado queria um filme sobre Moisés para assistirmos em casa com meu sobrinho e lembrei do Príncipe do Egito (Não é da Disney, mas é "secular"). Comprei o DVD e meu sobrinho amou o filme e virou um de seus preferidos, e enquanto assistíamos, eu ia contando a história para ele e comentando sobre as licenças poéticas do filme, mas que não comprometiam a história.

Ensina a criança... Ele tinha dois anos e foi a uma célula de crianças. Um amiguinho estava comendo biscoitos (ou melhor, isopor, argh) e oferece. Ele vê no pacote do biscoito a figura de um monstrinho de desenho animado que aprendeu que não era de Papai do Céu. Aí ele diz: "Não, é feio". E não quis comer o biscoito. Meu herói.

Leia também:
Sobre desenhos animados, filmes e mensagens subliminares

sábado, 20 de outubro de 2012

Título não é nome próprio

Up. Publicado originalmente em 4/mar/2010

Mas tem gente que pensa que é. Vai se apresentar e diz: “Meu nome é pastor Fulano de Tal”. No cartão de visita o nome está com o título na frente. No endereço eletrônico também. E ainda coloca o título com inicial maiúscula.

Eis a questão: se título não é nome próprio, então deus também não é. Sei que há uma grande polêmica sobre o significado dessa palavra e para mim o que vale é o significado original da palavra, mas nesse caso vamos considerar que o significado de deus seja o que popularmente se condicionou, ou seja, divindade.

Então se deus é título e não nome deveria vir acompanhado do nome de alguém ou de uma característica que o identifique. O correto seria dizer deus A, deus B, deus com inicial minúscula, lógico, porque não é nome próprio.

Ainda que continuem usando a palavra deus para identificar o Eterno, deveria ser acompanhada de uma identificação, por exemplo deus Eterno, deus de Abraão, deus de Isaac. Porque quando se fala apenas deus, não sabemos a que divindade está se referindo. Há muitos deuses por aí e é melhor esclarecer e não fazer confusão, principalmente na oração ou quando invocar um deles.

E essa história que inventaram de escrever deus com inicial maiúscula para diferenciar o Eterno dos outros deuses é pura enganação. Na escrita pode até ter um efeito, mas na língua falada não há diferença alguma.

Pior ainda quando falam "nosso deus". Eu sei quem é o meu deus, mas e o da pessoa que fala posso não saber. "Nosso deus" sem identificar qual deus? Nosso, não.

E você, sabe qual é o seu deus?