Publicação fixa: Argumentos lógicos X tratados teológicos

Meus textos questionando o sistema religioso e as mentiras do cristianismo são sempre com argumentos de raciocínio lógico, porque para mim vale o que está escrito sem interpretações humanas, sem oráculos para traduzir o texto... Continue lendo.

terça-feira, 12 de julho de 2016

O Eterno reunindo o seu povo

Amo quando alguém me procura e diz que "do nada" começou a sentir desejo de guardar o sábado e de cumprir a Torah, aí vai pesquisar sobre o assunto e acha meus blogs. Nessas horas eu só consigo me lembrar do texto:

"Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias", declara o Eterno: 'Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Elohim deles, e eles serão o meu povo. Ninguém mais ensinará ao seu próximo nem ao seu irmão, dizendo: ‘Conheça ao Eterno’, porque todos eles me conhecerão, desde o menor até o maior", diz o Eterno. 'Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados.' " Jr31.33-34

"Escreverei a lei nos seus corações", é o Eterno reunindo o seu povo, buscando o seu povo em todos os cantos da terra, e me lembro de outro texto:

"Portanto diga: ‘Assim diz o Eterno: Embora eu os tenha mandado para terras muito distantes entre os povos e os tenha espalhado entre as nações, por breve período tenho sido um santuário para eles nas terras para onde foram’. Portanto, diga: ‘Assim diz o Eterno: Eu os ajuntarei dentre as nações e os trarei de volta das terras para onde vocês foram espalhados, e lhes devolverei a terra de Israel’. Eles voltarão para ela e retirarão todas as suas imagens repugnantes e os seus ídolos detestáveis. Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles; retirarei deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Então agirão segundo os meus decretos e serão cuidadosos em obedecer às minhas leis. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Elohim'." Ez11.16-20

domingo, 10 de julho de 2016

Minha nova tribo

Eu andei com a tribo errada a vida toda. Via crianças pequenas chorando, com nariz escorrendo, mendigando atenção e correndo atrás de mães ocupadas em eventos da tribo, e nessa tribo aprendi que disciplinar é o mesmo que castigo físico, mas no fundo eu sabia que tinha algo errado nisso. Aí mudei de tribo e fui a um evento com muitas mães e suas crias, alguns bebês de seis meses ou menos, vários de um ano, crianças de várias idades, e então entendi o sentido da vida. O evento era em local público, em uma calçada grande, em pleno centro da cidade, em dia útil. E eu não vi uma só criança chorando, implorando atenção. As bem pequenas estavam grudadas nas mães dentro de slings, e as mães conversavam, militavam, com os bebês aconchegados, sem chorar, mamando em livre demanda. Vi apenas uma bebê de um ano e meio que deu uma choradinha rápida porque a mãe levantou da canga na calçada e deixou a bebê sentadinha, mas quando a bebê chorou, a mãe correu e pegou no colo e a consolou. E outras crianças maiores brincavam, lanchavam, participavam. E não vi uma só mãe, e eram muitas, uma só dar um grito, brigar, xingar, bater nas suas crias durante as várias horas do evento. Nunca, em toda minha vida vou conseguir esquecer aquelas cenas. E essa agora é a minha tribo!!!!!!!

Chega de violência! Denuncie, ‎disque 100‬.
4 de junho - Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão ou Dia Internacional das Crianças Vítimas Inocentes da Violência e Agressão, como é chamado pela ONU.

" 'Mas tem criança que só aprende apanhando'. Não, o que você quer dizer é que 'tem adulto que só ensina batendo'."

"Por isso os argumentos falhos, de gente ferida, de gente que pensa que se tornou uma boa pessoa PORQUE apanhou, quando na verdade se tornou uma boa pessoa APESAR de ter apanhado."

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Shavuot: a Torah foi entregue para toda a humanindade

6 de sivan (12jun2016) - Shavuot - Festa das Primícias ou Semanas. Também se comemora a entrega da Torah. A palavra significa "semanas", assinalando a compleição das sete semanas entre Pessach e Shavuot, durante o qual o povo hebreu preparou-se para a Outorga da Torah.

“A primeira parada do povo de Israel após a saída do Egito foi o Monte Sinai. O Êxodo foi ‘a libertação de’. A Revelação e a entrega dos Dez Mandamentos pelo Eterno representaram ‘a liberdade para’. Ser livre não é uma meta divina a menos que você saiba o que fazer com a sua liberdade. O feriado de Pessach é seguido por Shavuot, a Festa das Primícias e a comemoração do dia em que Israel recebeu a Lei do Eterno e aprendeu que liberdade verdadeira significa ser livre para ser você mesmo – feliz e sagrado.
Por que a Torah foi entregue no deserto e não na Terra Santa de Israel? Os rabinos respondem que se tivesse sido entregue em Israel, poderia parecer que a Lei seria tão somente para os israelitas. O deserto não pertence a ninguém; é uma terra comum, aberta a todos. Isto significa que a Torah foi entregue para toda a humanindade.”
Trecho do livro O mais completo guia sobre judaísmo

Saiba mais e como comemorar.

Feliz Shavuot!

6 de sivan (12jun2016)Shavuot
Festa das Primícias ou Semanas. Também se comemora a entrega da Torah. A palavra significa "semanas", assinalando a compleição das sete semanas entre Pessach e Shavuot, durante o qual o povo hebreu preparou-se para a Outorga da Torah.

Shavuot Sameach!

"O teu povo será o meu povo e o Eterno, teu Elohim, será o meu Elohim!" Rute1.16

Como eu amo a tua lei!
"Como são felizes os que andam em caminhos irrepreensíveis, que vivem conforme a lei do Eterno! Como são felizes os que obedecem aos seus estatutos e de todo o coração o buscam! Não praticam o mal e andam nos caminhos do Eterno. Tu mesmo ordenaste os teus preceitos para que sejam fielmente obedecidos. Regozijo-me em seguir os teus testemunhos como o que se regozija com grandes riquezas. Tenho prazer nos teus decretos; não me esqueço da tua palavra. Sim, os teus testemunhos são o meu prazer; eles são os meus conselheiros. Corro pelo caminho que os teus mandamentos apontam, pois me deste maior entendimento. Falarei dos teus testemunhos diante de reis, sem ficar envergonhado. Tenho prazer nos teus mandamentos; eu os amo. Para mim vale mais a lei que decretaste do que milhares de peças de prata e ouro. Se a tua lei não fosse o meu prazer, o sofrimento já me teria destruído. Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro. Como são doces para o meu paladar as tuas palavras! Mais que o mel para a minha boca! A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho. Os teus testemunhos são a minha herança permanente; são a alegria do meu coração. Dispus o meu coração para cumprir os teus decretos até o fim. Eu amo os teus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro puro. Os meus perseguidores aproximam-se com más intenções; mas estão distantes da tua lei. Tu, porém, Eterno, estás perto e todos os teus mandamentos são verdadeiros. Os que amam a tua lei desfrutam paz, e nada há que os faça tropeçar. Obedeço aos teus testemunhos; amo-os infinitamente! Anseio pela tua salvação, Pai Eterno, e a tua lei é o meu prazer." Salmo 119 (trechos)

Se não fosse tua Lei, meu prazer

6 de sivan (12jun2016) - Shavuot
Festa das Primícias ou Semanas. Também se comemora a entrega da Torah. A palavra significa "semanas", assinalando a compleição das sete semanas entre Pessach e Shavuot, durante o qual o povo hebreu preparou-se para a Outorga da Torah.




Lulei soiroscha (Salmo 119.92)
Mordechai Ben David

Lulei soiroscha sha’ashuoi
Se não fosse tua Lei, meu prazer
Oz ovad’ti b’onyi
Já teria perecido, na minha angústia

Lulei soiroscha sha’ashuoi
Se não fosse tua Lei, meu prazer
Oz ovad’ti b’onyi
Já teria perecido, na minha angústia

Ra, ra, ra...
Oi, oi, oi, oi, oi, oi, oi, oi...
Oz ovad’ti, ovad’ti b’onyi

domingo, 5 de junho de 2016

Meu olhar sobre Israel

Novembro/2011

Depois de descer o Monte das Oliveiras e passar pelo vale, subindo do outro lado. Foto de Guimarães. Fiz um álbum com algumas fotos da viagem, porque seria muito complicado colocar tantas fotos aqui na postagem. Vejam lá.



Emoções

Uma semana antes de viajar eu só chorava por cada foto e vídeo de Israel que eu via, a emoção era grande. O sonho estava prestes a se realizar e a expectativa crescia. Nunca pensei que ficaria tão ansiosa com a viagem. Arrumar as malas, comprar acessórios que faltavam, foi uma semana intensa.

E enfim, chegou o dia, partimos. A viagem foi tranquila, tudo dentro do previsto. Fomos via São Paulo, onde o grupo de 20 pessoas de várias partes do Brasil se encontrou, de lá partimos para Tel Aviv, em Israel, com conexão em Roma, na Itália. E na conexão me dei conta de que estava saindo de Roma e indo para Jerusalém, agora literalmente.

Quando chegávamos em Israel, sobrevoando o Mar Mediterrâneo, tive a sensação de estar em uma cena de Nárnia 3, quando Lúcia, de dentro do navio, viu as sereias transparentes nadando e acenou para elas. Eu quase via isso acontecendo. E foi assim que me senti, como se estivesse chegando em Nárnia.

Em Tel Aviv já começamos a perceber a grandiosidade de tudo que encontraríamos. O aeroporto é lindo, muito grande e muito bonito. Foi uma beleza de primeira impressão.

De Tel Aviv seguimos de ônibus para Jerusalém e no percurso, enquanto o guia falava dos locais em que passávamos, a emoção tomou conta de novo, e eu só sabia chorar.

No Museu do Holocausto, na Ala da Crianças, a emoção foi forte, mas nem deu muito tempo, porque os homens, acho que com medo de não segurarem as lágrimas, rsrs, passaram tão rápido lá dentro, que eu nem pude deixar o sentimento fluir, quando vi já estava do lado de fora. Mas ainda assim foi impactante.

Mas foi no Museu da Diáspora, já em Tel Aviv, na véspera da viagem de volta ao Brasil, que eu desabei. Não conseguia parar de chorar, enquanto a guia ia falando sobre os judeus espalhados por todo o mundo, pessoas de várias características diferentes, que lutaram para sobreviver e manter a cultura e a fé. Meu "1%" de sangue israelita veio à tona e ali foi o momento mais emocionante da viagem para mim. Não gosto nem de lembrar, porque foi forte e posso desabar de novo.

Clima

Bem que eu tentei saber como estava o clima por lá, mas não tive informações precisas. Pesquisei na internet, perguntei ao líder da caravana, até mandei mensagem para uma pessoa que sigo no Twitter e que mora em Jerusalém – e que não me respondeu – , mas não consegui saber de fato como estaria a temperatura lá. O Climatempo dizia que a previsão seria de máxima 23 e mínima 12 no dia da viagem e eu resolvi seguir meus instintos de carioca friorenta e levei tudo que tinha direito, e deveria ter levado mais um pouco, porque o frio lá era intenso e o vento gelado aumentava a sensação de frio. E fomos abençoados com chuva durante quase todo o tempo em que ficamos em Jerusalém, e a cada dia o frio aumentava. Estava uma delícia, mas só curtimos porque fomos prevenidos. No sábado, último dia em Jerusalém, tivemos o dia e a noite mais frios, no sábado à noite saímos com chuva e muito frio, andando pelas ruas de Jerusalém, fazendo nossa despedida.

O ar em Jerusalém é seco, parecido com o de Brasília, e o nosso nariz sofreu bastante. Teve gente com nariz sangrando feio.

No dia do passeio a Massada e Mar Morto fez sol e até calor. E nos dias na Galileia e Tel Aviv também não choveu, ainda estava frio, mas bem menos que em Jerusalém.

Ben Zion

Nosso guia turístico salvou a viagem, ele é uma gracinha. Para quem não leu no Facebook, segue o comentário que fiz sobre ele: “Salomão foi o homem mais sábio do mundo, mas eu descobri o segundo e o terceiro. O segundo foi Flávio Josefo, sabia tudo, uma das frases que mais ouço é: ‘Como sabemos? Porque Josefo falou’. O terceiro é o nosso querido guia turístico, Bem Zion. Além de saber tudo, ele é atencioso, muito paciente e disciplinado. Obrigada, Ben, sem você a viagem não seria a mesma.”

Turismo

Nossas muitas leituras prévias foram muito úteis para podermos entender as explicações do guia, mas nem em um ano conseguiríamos ver e assimilar tudo que existe lá. É muito mais e muito maior do que poderia sonhar ou imaginar. Nenhuma foto ou vídeo pode descrever a grandeza que vimos com nossos olhos. E nossa ignorância só fica mais evidente a cada museu que visitamos.

O tempo é pouco e as atividades bem intensas, foi uma verdadeira maratona. No primeiro dia visitamos o Museu de Israel, o parlamento e o memorial do Holocausto. No segundo dia visitamos a Cidade de Davi e descemos pelo túnel de Ezequias, que era o aqueduto que abastecia a cidade. Deu medo na saída do túnel, porque tivemos que passar por um caminho estreito, às vezes só podia passar de lado, e parecia que não acabava nunca. Ainda fomos ao Museu Torre de Davi. No final do dia estávamos quebrados, os pés doíam muito, foi o dia mais cansativo.

Nos outros dias visitamos ainda os parques arqueológicos de Massada, de Qumran e do Segundo Templo. Fomos ao Monte das Oliveiras, ao Monte Carmelo, visitamos as ruínas da sinagoga de Cafarnaum, molhamos o pé no Lago da Galileia (Mar da Galieleia), no Mar Morto e no Mar Mediterrâneo. Fomos a Cesareia Marítima, a Haifa e a Tiberíades.

Há fotos de tudo isso no álbum, vejam lá.

Shabat 

Passar o shabat em Israel foi uma experiência quase engraçada. Demoramos mais do que o combinado no passeio, porque mudaram o roteiro no último momento, e quando chegamos de volta ao hotel, um pouco antes das 14h00, as lojas estavam fechando para o shabat, e não encontramos restaurante para almoçar. Então passamos em uma padaria e compramos pães e bolos e fizemos um piquenique no bar do hotel. E depois disso Alexandre e eu fizemos um shabat ao pé da letra, porque estávamos muito cansados, andamos muito na sexta-feira pela manhã e também durante toda a semana, então descansamos de verdade. No sábado pela manhã acordamos tarde, estudamos um pouco, e só saímos quase no final do shabat, para encontrar o grupo no bairro judeu, perto do Kotel (Muro das Lamentações). Foi a noite mais fria e chuvosa e era nossa última noite em Jerusalém. No final da noite andamos no trem municipal, que corta a cidade e estava em fase de testes. E o restaurante que fomos em outra noite não abriu depois do shabat, então terminamos com outro piquenique, dessa vez no quarto.

Esse descanso foi ótimo e necessário, porque a maratona de visitas e caminhadas recomeçaria no domingo cedinho, quando partimos para Galileia e Tiberíades. Então seguimos com as forças renovadas e agradecendo ao Pai pelo shabat.

Culinária

Tirando a parte estranha de peixe e saladas no café da manhã, a comida era quase normal. Um pouco parecida com a comida árabe que conhecemos aqui no Brasil, como pasta de grão-de-bico, pão sírio, salada tabule. Eles comem muitas saladas, muitos legumes, e eu gostei muito disso, principalmente do serviço de alguns restaurantes, porque eles servem vários pratinhos com legumes: um com cenoura – sempre havia cenouras –, outros com berinjela, abóbora, repolho, pepinos frescos e em conserva – sempre havia pepinos também –, ou seja, a comida bem à minha cara, porque amo legumes.

A única diferença é que tudo é bem temperado, bastante pimenta, curry, gergelim. A pimenta sempre nos fazia pensar na Bahia.

Matei a saudade de comer falafel, um bolinho de grão-de-bico, e lá é muito mais gostoso, porque é também muito temperado.

Apesar do jantar estar incluído no pacote dos hotéis, em uma noite saímos para jantar fora e comemos costela de cordeiro. Eu não poderia voltar sem ter comido cordeiro em Israel. E valeu a pena, estava muito bom.

Antes de viajar eu já sabia que havia um chocolate israelense muito bom, e quando fomos comprar encontramos outra marca, também de lá, tão bom quanto. Realmente a informação que tivemos foi verdadeira, o chocolate deles é uma delícia.

Uma novidade que provamos foi a geleia de tâmaras com nozes, imperdível. E também compramos mel de tâmaras, que o guia nos disse que é o mel do texto que fala da “terra que manam leite e mel”. Muito gostoso.

E claro que, apesar de muitos falarem que era muito ruim, nós tivemos que provar azeitonas tiradas do pé. Realmente é horrível, amarga demais, e com cica. Mas há coisas que só acreditamos provando, não é? Mas também comemos azeitonas diferentes por lá. Não são como as nossas, que são muito macias e sem amargo, não. Eles fazem um processo diferente, que eu não descobri como, mas elas ficam quase ao natural, com um pouco do amargo, e são deliciosas. Chamam de azeitonas quebradas, porque eles batem nelas para fazer uma pequena rachadura. Aprovadíssimas. Agora vou sair pelo Rio procurando azeitonas assim.

Enfim, valeu cada centavo, cada lágrima de emoção, os pés doendo de caminhar, valeu tudo. Agora é tentar sobreviver com a saudade daquela terra linda e especial.

Saudade de Sião

"Junto aos rios da Babilônia nós nos sentamos e choramos com saudade de Sião. Ali, nos salgueiros penduramos as nossas harpas; ali os nossos captores pediam-nos canções, os nossos opressores exigiam canções alegres, dizendo: 'Cantem para nós uma das canções de Sião!' Como poderíamos cantar as canções do Eterno numa terra estrangeira? Que a minha mão direita definhe, ó Jerusalém, se eu me esquecer de ti! Que a língua se me grude ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, e não considerar Jerusalém a minha maior alegria!"  Salmo137.1-6