Publicação fixa: Argumentos lógicos X tratados teológicos

Meus textos questionando o sistema religioso e as mentiras do cristianismo são sempre com argumentos de raciocínio lógico, porque para mim vale o que está escrito sem interpretações humanas, sem oráculos para traduzir o texto... Continue lendo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

E a verdade nos liberta: o risco em não cumprir a Torah

Up. Publicado originalmente em 24/mar/2011

Sim, eu guardo o shabat, sigo Levítico 11 e celebro as festas que o Eterno estabeleceu. Se estiver errada, não perco nada. Mas se estiver certa, quem me condena vai se dar mal.

Quem pensa que não precisa cumprir a Torah está correndo um grande risco. Se no final descobrirmos que eu (e todos que querem cumprir a Lei) estava errada e que não deveria cumprir a Lei, eu não perderia nada, teria ganho apenas em qualidade de vida, porque cumprir a Torah é ter qualidade de vida, mas não creio que seria punida por ter buscado obedecer aos mandamentos, talvez até ganhe uns pontinhos a mais.

E não podemos anular parte da lei, como as religiões fazem. Se é pecado matar, roubar etc, então também é pecado não guardar o sábado, comer carne de porco e outros animais impuros e o mesmo com os todos os outros mandamentos. E esse é o meu questionamento, não se pode escolher os mandamentos, um é bom, o outro não é, isso não existe. 

E o Messias mandou obedecer a todos os mandamentos e não só os que eu gosto, essa é a questão. Resgatar a Torah, o Pentateuco, é isso, é resgatar os mandamentos que os homens inventaram que foram abolidos. E por que fizeram isso, por que rejeitaram alguns e adotaram outros?

E até que me provem o contrário, cumprir a Lei não é pecado. Aliás, pecado é não cumprir a Lei, como diz 1João3.4: "Quem peca é culpado de quebrar a Lei do Eterno, porque o pecado é a quebra da Lei" (se a sua versão não diz isso, leia outras várias versões e compare). E o Messias falou isso tão claramente, como em João14.15: "Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos", e em muitos outros textos parecidos.

Mas se eu estiver certa, quem não cumpre a Torah vai perder muito, muito mesmo. Vai arriscar? O risco é muito grande. Eu não arriscaria.

2 comentários:

Alceu Santos disse...

Oi Debora! Tudo tranqüilo? Desculpe minha intromissão e a liberdade de comentar seu post, se não gostar do comentário, pode deletar sem problema algum, ok?
Bem, cumprir a vontade do Eterno e consequentemente cumprir a Tórah é o que todos deveriam fazer pois essa é a vontade do Eterno revelada a nós, o grande problema que percebo é que as pessoas querem e se esforçam para cumprir as Leis descrita na Torah ou no Tórah para tentar se justificar,ou seja, chegar diante do Eterno e dizer –“Estou limpo porque cumpri tua lei”, quando na verdade essa justificativa é vã e inútil para que o Eterno faça morada no nosso meio. Cito dois exemplos: Enoque andava com o Eterno e por isso o Eterno o tomou para si, agora vejamos; antes mesmo da Lei ser dada a Moisés, Enoque andou com Deus “em sua vida”. Ora, o que fez Enoque ser tão diferente dos demais homens a ponto de andar com Deus? Mérito de Enoque? De forma nenhuma, pois sabemos que dois não andam juntos se ambos não estiverem de acordo, certo? Noé, homem justo e íntegro e que achou graça diante do Eterno. Pergunta: Noé achou graça por ser justo e íntegro? Claro que não, a palavra “Graça” aqui faz toda a diferença no texto. Se Graça é o que conhecemos como favor que não se merece, então Noé não teve mérito nenhum por ter sido alvo do favor do Eterno. Não sei se ficou claro, mas acho que isso explica um pouco que ninguém consegue se justificar de coisa alguma diante do Eterno se o Eterno não estender seu olhar de misericórdia. Falando em misericórdia, outra coisinha que queria deixar antes de fechar meu comentário: O grande problema dos interpretadores da Lei é que não viam misericórdia nela, fez, tem que pagar e não adiantava se arrepender, prova disso foi que o Eterno deixou bem claro de que seria dente por dente, olho por olho, mão por mão, pé por pé, senão por causa de um olho eram capazes de arrancar os dois mais os braços, as pernas ou a própria vida.
Resumindo: Não quero fazer a vontade do Pai Eterno para me justificar de coisa alguma diante dele e sim para que Ele seja conhecido ao mundo através de mim. Acredito que isso muda o foco de cumprir ou não a Tórah.
Não sei se entendi bem o que você estava se referindo no post, mas o que sobrou para os meus humildes ticos e tecos foram isso.

Abraço e Shalon!

DE BONIS, Debora disse...

Olá, amigo, obrigada pelo seu comentário.

Precisamos tirar a lente do sistema religioso para entender a Torah. Os religiosos deturparam Paulo e seguem uma coisa que não existe na Bíblia. Em nenhum momento o Messias e Paulo pregaram contra a Lei, contra a Torah. Eles foram fiéis cumpridores dela. O que eles condenaram é o exagero da Lei, os acréscimos, as regras humanas dos fariseus. Os judeus têm o talmude, que é a lei oral deles, que agora já foi escrita. Mas seguir o talmude é impossível, são tantas regras absurdas. E foi isso que o Messias e Paulo condenaram. A Torah é muito simples, mas os homens insistem em complicar, até hoje fazem isso, os grupos religiosos fazem suas regras humanas.
Quando a Torah fala em não trabalhar no sábado, é isso que quer dizer, não trabalhar. Mas aí os religiosos inventaram um monte de regras, tipo não pode andar tantos metros, não pode tomar banho, não pode isso, não pode aquilo, e principalmente não pode ajudar o próximo. E foi isso que o Messias criticou quando curou no sábado e fez o bem no sábado. Os fariseus, com a desculpa da Lei, não se moviam para ajudar alguém que precisasse, só porque era sábado. E preservar a vida está acima de regras.

A Lei não foi abolida em momento algum e ela não nega o sacrifício do Messias. As duas coisas caminham juntas. A pessoa aceita o sacrifício do Messias e obedece aos seus mandamentos. Simples assim. Antes, quando a pessoa pecava, se arrependia e sacrificava um animal, mas o sacrifício de animal era só um paliativo. Hoje, se pecamos, nos arrependemos e recorremos ao sacrifício do Messias.

E, como falei no texto, o grande problema é que os religiosos nem sabem o que é pecado, fazem uma filosofia enorme para tentar explicar, mas não conseguem, aí criam regras humanas. Mas está bem claro que pecado é a transgressão da Lei (1João 3.4) e iniquidade significa "sem Lei". Mas as traduções antigas da Bíblia mudaram isso e aí virou essa confusão que temos hoje.

O que vc falou de Noé e Enoque, a Lei não nasceu com Moisés, ela só foi escrita com Moisés, mas ela já existia antes. Veja em Gênesis 7.2: "Leve com você sete casais de cada espécie de animal puro, macho e fêmea, e um casal de cada espécie de animal impuro, macho e fêmea". Prova de que Noé já conhecia o conceito de animal puro e impuro, que foi escrito na Lei muito depois.

E a Bíblia também manda buscarmos santidade, e santidade é cumprir a Lei. Os evangélicos também deturparam esse conceito e inventaram que quem cumpre a Lei é para se justificar, como vc disse. Mas quem cumpre a Lei só está obedecendo a Bíblia. Sem santidade ninguém verá o Eterno. E santidade é cumprir a Lei, sem regras humanas, claro.

Se vc quiser saber mais sobre isso, veja os vídeos no canal do Torah Viva, no Youtube. Há estudos bem interessantes. http://www.youtube.com/user/shaulbentsion

E já que vc está se descontaminando, como disse no seu blog, comece a ler a Torah, leia os cinco primeiros livros da Bíblia sem a lente religiosa, esqueça tudo que te ensinaram e leia tudo de novo, sem tentar interpretar, apenas lendo o que está escrito, sem interpretação humana. Vc vai ter outra visão de tudo.