P.S.: Suflê de bacalhau aqui em casa já virou receita obrigatória em encontros com amigos e quando recebemos visitas. Tem visita que avisa com antecedência para escolher o cardápio, o suflê. E o melhor é que a gente não enjoa nunca. E agora tenho enriquecido o suflê usando dois ou três inhames junto com as batatas, e o último que fiz acrescentei também grão-de-bico cozido, além dos inhames, e devo confessar que essa última versão ficou a melhor de todas, a combinação batata+inhame+grão-de-bico ficou perfeita e o suflê bem mais nutritivo.
Up. Publicado originalmente em 11/abr/2010
Enfim, consegui fazer o suflê de bacalhau medindo os ingredientes para postar a receita. Sempre faço sem medir e era difícil passar a receita para quem pedia. Agora vocês podem fazer também. Bom apetite.
Suflê de bacalhau
Ingredientes
Cerca de 300 g de bacalhau (eu compro aquelas bandejas de lascas)
6 a 8 batatas inglesas médias
2 ovos
1 caixa creme de leite
Azeite
Azeitonas pretas
Queijo ralado
Sal a gosto
Temperos verdinhos A GOSTO – salsa, cebolinha, orégano, manjericão, alecrim, alho poró
Temperos a gosto – pimenta-do-Reino, noz moscada moída
Modo de fazer
Deixe o bacalhau de molho durante a noite. Antes de começar a fazer o suflê coloque em uma peneira para escorrer a água.
Descasque e corte as batatas em pedaços médios e cozinhe para fazer purê de batatas.
Enquanto as batatas cozinham, limpe o bacalhau e refoque com azeite e temperos a gosto (pimenta-do-Reino, noz moscada). Desligue o fogo e reserve.
Prove o sal do bacalhau para ter uma ideia do sal que vai colocar nas batatas.
Depois de amassar as batatas, acrescente sal, creme de leite, os ovos, duas colheres de queijo ralado, azeitonas pretas sem caroço e os temperos verdinhos a gosto.
Acrescente o bacalhau e misture bem.
Unte uma forma com azeite e coloque a massa do suflê.
Polvilhe queijo ralado e salpique azeitonas pretas inteiras com caroço em cima do suflê para enfeitar. Se quiser, polvilhe orégano ou outro tempero verdinho.
Asse em forno médio, por cerca de 30 ou 40 minutos.
Sirva quente, com arroz e saladas.
P.S.: Eu estava com pouco tempo disponível, mas queria levar suflê de bacalhau para uma amiga, e fiquei pensando que não ia dar tempo de cozinhar as batatas antes e fazer o purê. Então resolvi ralar, ou triturar no processador, as batatas cruas, misturar aos outros ingredientes e levar ao forno, e esperar para ver se daria certo. Não ficou tão cremoso quanto o que é feito com purê, mas ficou uma versão mais rápida. Acho que agora vou adotar a receita nova, talvez até refogue as batatas raladas antes de misturar ao bacalhau, sem precisar cozinhar bem, apenas deixando al dente. (Não tenho feito essa nova versão, prefiro a primeira, até porque acrescentei outros ingredientes, veja no topo).
Um pouco de tudo, muito sobre mim, meu olhar sobre o mundo, minhas dicas culinárias e meu caminho de teshuvah. Penso, logo questiono. Questiono, logo incomodo. A certeza de estar no caminho certo e a sensação de que "tem alguma coisa errada" de-sa-pa-re-ceu.
Publicação fixa: Argumentos lógicos X tratados teológicos
Meus textos questionando o sistema religioso e as mentiras do cristianismo são sempre com argumentos de raciocínio lógico, porque para mim vale o que está escrito sem interpretações humanas, sem oráculos para traduzir o texto... Continue lendo.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Costas mais fortes e carcaça de rinoceronte
Up. Publicado originalmente em 28/jun/2008
"Certa vez, preguei em uma igreja no Ocidente, e um cristão me disse: 'Faz muitos anos que oro para que o governo comunista na China caia, para os Cristãos poderem viver em liberdade.' Respondi: Não é assim que oramos! Nunca oramos contra nosso governo nem lançamos maldições contra ele. Pelo contrário, aprendemos que Deus controla tanto a nossa vida como também o governo que está acima de nós (...) Deus tem usado o governo chinês para seus propósitos, formando e moldando seus filhos do jeito que acha melhor. Em vez de focar as orações contra o sistema político, pedimos que, a despeito do que acontecer conosco, estejamos sempre agradando a Deus. Não ore pelo fim da perseguição! Não devemos pedir carga mais leve, e sim costas mais fortes! Então o mundo verá que Deus está conosco, capacitando-nos para viver de uma forma que reflete seu amor e seu poder.
Essa é a verdadeira liberdade!" Irmão Yun, em O Homem do céu
"Uma das profecias mais memoráveis que recebi foi: 'Filha, eu darei a você a carcaça de um rinoceronte e o coração de uma pomba'. As acusações geralmente misturadas com fofocas crescem e multiplicam-se de forma alarmante. Todos temos que aprender a lidar com as acusações. A amplitude da dor dependerá de como você desenvolveu sua carcaça de rinoceronte. Meu amigo Peter Wagner, lida com isso frequentemente. Quando toma conhecimento de uma nova crítica escrita contra ele, Peter apenas sorri e pergunta: 'Eles escreveram meu nome corretamente?' Eu realmente o admiro. Nem sempre consigo me sair tão bem. Algumas vezes minha primeira reação é querer bater na pessoa (algo engraçado para alguém com apenas 1,59) ou exigir uma retratação imediata!" Cindy Jacobs, em Mulheres com um propósito
"Certa vez, preguei em uma igreja no Ocidente, e um cristão me disse: 'Faz muitos anos que oro para que o governo comunista na China caia, para os Cristãos poderem viver em liberdade.' Respondi: Não é assim que oramos! Nunca oramos contra nosso governo nem lançamos maldições contra ele. Pelo contrário, aprendemos que Deus controla tanto a nossa vida como também o governo que está acima de nós (...) Deus tem usado o governo chinês para seus propósitos, formando e moldando seus filhos do jeito que acha melhor. Em vez de focar as orações contra o sistema político, pedimos que, a despeito do que acontecer conosco, estejamos sempre agradando a Deus. Não ore pelo fim da perseguição! Não devemos pedir carga mais leve, e sim costas mais fortes! Então o mundo verá que Deus está conosco, capacitando-nos para viver de uma forma que reflete seu amor e seu poder.
Essa é a verdadeira liberdade!" Irmão Yun, em O Homem do céu
"Uma das profecias mais memoráveis que recebi foi: 'Filha, eu darei a você a carcaça de um rinoceronte e o coração de uma pomba'. As acusações geralmente misturadas com fofocas crescem e multiplicam-se de forma alarmante. Todos temos que aprender a lidar com as acusações. A amplitude da dor dependerá de como você desenvolveu sua carcaça de rinoceronte. Meu amigo Peter Wagner, lida com isso frequentemente. Quando toma conhecimento de uma nova crítica escrita contra ele, Peter apenas sorri e pergunta: 'Eles escreveram meu nome corretamente?' Eu realmente o admiro. Nem sempre consigo me sair tão bem. Algumas vezes minha primeira reação é querer bater na pessoa (algo engraçado para alguém com apenas 1,59) ou exigir uma retratação imediata!" Cindy Jacobs, em Mulheres com um propósito
'Obedecerão a [TODOS] os meus mandamentos'
Up. Publicado originalmente em 17/out/2011
E é sempre é bom lembrar que:
"Se vocês me amam, obedecerão aos [TODOS] meus mandamentos." João14.15
E "Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos [TODOS] seus mandamentos. Aquele que diz: 'Eu o conheço', mas não obedece aos [TODOS] seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele." 1João2.3,4
TODOS, inclusive guardar o sábado e não comer animais impuros.
Pois "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei [Torah (Pentateuco)]." 1João3.4
"Vejam! Hoje estou pondo diante de vocês a bênção e a maldição.
Vocês terão bênção, SE OBEDECEREM aos [todos] mandamentos do Eterno, que hoje lhes estou dando; mas terão maldição, SE DESOBEDECEREM aos [todos] mandamentos do Eterno, e se afastarem do caminho que hoje lhes ordeno, para seguir deuses desconhecidos." Dt11.26-28 [grifos meus]
Porque a Lei (Torah, Pentateuco) não foi abolida: "Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus." Mateus5.17-19
E é sempre é bom lembrar que:
"Se vocês me amam, obedecerão aos [TODOS] meus mandamentos." João14.15
E "Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos [TODOS] seus mandamentos. Aquele que diz: 'Eu o conheço', mas não obedece aos [TODOS] seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele." 1João2.3,4
TODOS, inclusive guardar o sábado e não comer animais impuros.
Pois "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei [Torah (Pentateuco)]." 1João3.4
"Vejam! Hoje estou pondo diante de vocês a bênção e a maldição.
Vocês terão bênção, SE OBEDECEREM aos [todos] mandamentos do Eterno, que hoje lhes estou dando; mas terão maldição, SE DESOBEDECEREM aos [todos] mandamentos do Eterno, e se afastarem do caminho que hoje lhes ordeno, para seguir deuses desconhecidos." Dt11.26-28 [grifos meus]
Porque a Lei (Torah, Pentateuco) não foi abolida: "Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus." Mateus5.17-19
Pois já dizia o sábio: "Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema ao Eterno e GUARDE OS SEUS MANDAMENTOS, pois isso é o essencial para o homem. Pois o Eterno trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal." Ecesiastes12.13,14
E "Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações serão detestáveis." Provérbios28.9
Sim, eu guardo o shabat, sigo Levítico 11 e celebro as festas que o Eterno estabeleceu. Se estiver errada, não perco nada. Mas se estiver certa, quem me condena vai se dar mal.
Mas se alguém me der MEIO versículo que diz claramente: "O Eterno escreveu COM SEU DEDO: 'Decreto que a partir de hoje a Lei está abolida' ", rasgo a Torah e volto a ser evangélica. Alguém?
Se alguém me der MEIO versículo provando claramente que o Eterno substituiu o sábado pelo domingo, eu dou a mão à palmatória.
Ah, não serve versículo com interpretação-tipo-forçação-de-barra, não. Tem que ser bem explícito, como são os versículos que confirmam que a Lei não foi abolida e que é um decreto perpétuo.
Leia também:
Sobre a não-abolição da Lei
Vamos pensar juntos.
Ainda que Paulo estivesse falando mesmo sobre graça que não precisa cumprir a Lei. Ainda que não houvesse tanta falta de conhecimento sobre Paulo e também não houvesse tanta interpretação errada sobre o que ele escreveu. Ainda que tivéssemos acesso às cartas que as igrejas e pessoas escreveram para Paulo (porque só temos as respostas dele, não temos as perguntas).
E "Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações serão detestáveis." Provérbios28.9
Sim, eu guardo o shabat, sigo Levítico 11 e celebro as festas que o Eterno estabeleceu. Se estiver errada, não perco nada. Mas se estiver certa, quem me condena vai se dar mal.
Mas se alguém me der MEIO versículo que diz claramente: "O Eterno escreveu COM SEU DEDO: 'Decreto que a partir de hoje a Lei está abolida' ", rasgo a Torah e volto a ser evangélica. Alguém?
Se alguém me der MEIO versículo provando claramente que o Eterno substituiu o sábado pelo domingo, eu dou a mão à palmatória.
Ah, não serve versículo com interpretação-tipo-forçação-de-barra, não. Tem que ser bem explícito, como são os versículos que confirmam que a Lei não foi abolida e que é um decreto perpétuo.
Leia também:
Sobre a não-abolição da Lei
Vamos pensar juntos.
Ainda que Paulo estivesse falando mesmo sobre graça que não precisa cumprir a Lei. Ainda que não houvesse tanta falta de conhecimento sobre Paulo e também não houvesse tanta interpretação errada sobre o que ele escreveu. Ainda que tivéssemos acesso às cartas que as igrejas e pessoas escreveram para Paulo (porque só temos as respostas dele, não temos as perguntas).
Ainda assim, você acredita mesmo que Paulo teria autoridade suficiente para abolir uma Lei que o Eterno decretou? Imagine se o Eterno iria criar uma Lei com tantos detalhes, até sobre higiene, com tanta intensidade e minúcias, para depois alguém abolir a Lei sem dizer claramente que a Lei estava sendo abolida pelo próprio Eterno. Se o Pai foi tão criterioso para decretar a Lei, você acredita mesmo que ele iria revogá-la assim, de uma maneira tão sutil?
Eu acredito realmente que não. A Lei não foi abolida.
Se nem Jesus aboliu a Lei, ele mesmo disse que não veio para revogar a Lei, mas completá-la, por que então Paulo teria essa autoridade?
Entre Paulo, ou o que interpretaram dele, e o Eterno, fico com o Eterno.
P.S.1: "E veja como ele descreve o homem perdido aqui, ele diz: 'Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade'. Em grego, anomia. Uma partícula negativa 'a', não/sem, mais a palavra 'nomos', lei = não lei/sem lei. E é isto que significa, deixe-me dar-lhe uma tradução mais precisa: 'Apartai-vos de mim de mim, vocês que dizem ser meus discípulos, que me confessam como Senhor, porém vivem como se eu nunca tivesse lhes dado uma Lei para obedecer'.Eu acabo de descrever a grande maioria dos cristãos. Se alguém começa a falar de Lei, se alguém começa a falar de princípios bíblicos, sobre o que devemos fazer e o que não devemos fazer, todos começam a exclamar: 'Legalista, legalista'. Mas Jesus disse: 'Apartai-vos de mim, vocês que viveram me chamando de Senhor, contudo viveram como se eu nunca tivesse lhes dado uma Lei para seguirem'." Paul Washer
P.S.2: Diferente do que ensinam, a Torah (Pentateuco) não é impossível de cumprir, o próprio Eterno disse isso, veja:
"Vocês obedecerão de novo ao Eterno e seguirão todos os seus mandamentos que lhes dou hoje.
Então o Eterno, o seu Pai, abençoará o que as suas mãos fizerem, os filhos do seu ventre, a cria dos seus animais e as colheitas da sua terra. O Eterno se alegrará novamente em vocês e os tornará prósperos, como se alegrou em seus antepassados, se vocês obedecerem ao Eterno, ao seu Pai, e guardarem os seus mandamentos e decretos que estão escritos neste Livro da Lei, e se se voltarem para o Eterno, para o seu Pai, de todo o coração e de toda a alma.
O que hoje lhes estou ordenando não é difícil fazer, nem está além do seu alcance.
Não está lá em cima no céu, de modo que vocês tenham que perguntar: 'Quem subirá ao céu para consegui-lo e vir proclamá-lo a nós a fim de que lhe obedeçamos?'
Nem está além do mar, de modo que vocês tenham que perguntar: 'Quem atravessará o mar para consegui-lo e, voltando, proclamá-lo a nós a fim de que lhe obedeçamos?'
Nada disso. A palavra está bem próxima de vocês; está em sua boca e em seu coração; por isso vocês poderão obedecer-lhe." [grifos meus] Dt30.8-16
P.S.1: "E veja como ele descreve o homem perdido aqui, ele diz: 'Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade'. Em grego, anomia. Uma partícula negativa 'a', não/sem, mais a palavra 'nomos', lei = não lei/sem lei. E é isto que significa, deixe-me dar-lhe uma tradução mais precisa: 'Apartai-vos de mim de mim, vocês que dizem ser meus discípulos, que me confessam como Senhor, porém vivem como se eu nunca tivesse lhes dado uma Lei para obedecer'.Eu acabo de descrever a grande maioria dos cristãos. Se alguém começa a falar de Lei, se alguém começa a falar de princípios bíblicos, sobre o que devemos fazer e o que não devemos fazer, todos começam a exclamar: 'Legalista, legalista'. Mas Jesus disse: 'Apartai-vos de mim, vocês que viveram me chamando de Senhor, contudo viveram como se eu nunca tivesse lhes dado uma Lei para seguirem'." Paul Washer
P.S.2: Diferente do que ensinam, a Torah (Pentateuco) não é impossível de cumprir, o próprio Eterno disse isso, veja:
"Vocês obedecerão de novo ao Eterno e seguirão todos os seus mandamentos que lhes dou hoje.
Então o Eterno, o seu Pai, abençoará o que as suas mãos fizerem, os filhos do seu ventre, a cria dos seus animais e as colheitas da sua terra. O Eterno se alegrará novamente em vocês e os tornará prósperos, como se alegrou em seus antepassados, se vocês obedecerem ao Eterno, ao seu Pai, e guardarem os seus mandamentos e decretos que estão escritos neste Livro da Lei, e se se voltarem para o Eterno, para o seu Pai, de todo o coração e de toda a alma.
O que hoje lhes estou ordenando não é difícil fazer, nem está além do seu alcance.
Não está lá em cima no céu, de modo que vocês tenham que perguntar: 'Quem subirá ao céu para consegui-lo e vir proclamá-lo a nós a fim de que lhe obedeçamos?'
Nem está além do mar, de modo que vocês tenham que perguntar: 'Quem atravessará o mar para consegui-lo e, voltando, proclamá-lo a nós a fim de que lhe obedeçamos?'
Nada disso. A palavra está bem próxima de vocês; está em sua boca e em seu coração; por isso vocês poderão obedecer-lhe." [grifos meus] Dt30.8-16
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Para recordar - Diretas 16
| "Tanta gente falando sobre saudade do passado, de tempos antigos. Tive uma infância legal, uma adolescência divertida e até tranquila e uma linda juventude, tenho boas lembranças, apesar dos muitos problemas, claro, e de muitos arrependimentos e pecados já confessados. Mas quer saber? Amo a maturidade, não tenho saudades do passado e não trocaria o que sou hoje por nenhuma época anterior, não queria voltar a nenhuma idade. Gosto do que vivo agora, amo a verdadeira liberdade que tenho hoje, porque a de antes era só ilusão, amo meu momento atual de relacionamento com o Eterno. Não troco isso por nada." "Para não dizer que não falei das flores... já disse e vou dizer de novo, esse peso que querem colocar no cidadão eu não aceito. Faço a minha parte, mas não tenho que ficar enchendo minha casa de lixo reciclado, de invenções com garrafa pet. Garrafa pet é problema da indústria, não meu. Responsabilizem e punam a indústria, não o cidadão. E se não há coleta seletiva, a responsabilidade não é minha, eu já pago muuuuuito imposto, faço a minha parte, que cada um faça a sua. Se houver coleta seletiva, separo o lixo, mas se não há, não me coloquem peso nas costas. Os governos e a indústria é que estão acabando com o planeta, não nós. Responsabilizem os verdadeiros culpados. #canseidessediscurso" "Triste ver pessoas sofrendo por causa de erros graves e não se arrependerem. Ah, na teologia delas não há castigo, só graça. Rasga a Bíblia e joga fora. Ah, como eu sei que não se arrependeram? Simples, porque deveriam ter desfeito o que fizeram e isso não aconteceu. Se tivessem feito isso creio que não estivessem sofrendo tanto até agora. Mas preferiram ouvir a teologia da graça barata ao invés de ouvir os profetas. Triste, muito triste." "Meus guias me fornecerão conselhos e contexto. Contudo, não terão a palavra final. A Bíblia é que vai dá-la. Não quero seguir nenhuma tradição em particular com exclusividade. Por mais ingênuo ou equivocado que isso possa parecer, quero descobrir a Bíblia por mim mesmo, ainda que isso implique a necessidade de trilhar por um caminho difícil e tortuoso." Trecho de Um ano bíblico, A.J. Jacobs |
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Dica de leitura: 'Yeshua ou Paulo: Quem é o Messias?'
Up. Publicado originalmente em 28/abr/2012
Da série gostaria de ter escrito. É isso que sempre digo, e ele disse tudo e mais um pouco. Perfeito.
Yeshua ou Paulo: Quem é o Messias?
I – Introdução
Dentre os que crêem nas Escrituras (ou dizem crer) existe uma classe muito singular de pessoas: os cruzados da verdade absoluta. Infelizmente, é algo que chega muitas vezes a ser incentivado no meio evangélico. Pelo menos, há uma evolução: Os cruzados cibernéticos da verdade absoluta não se utilizam mais da espada para fazerem suas ameaças, mas sim de e-mails grosseiros e grotescos, intrusões indesejadas no espaço alheio, etc. O que antes era a ameaça da espada, hoje é a ameaça do inferno. Menos mal. Mas, ou você crê na “verdade” (e por verdade leia-se: a interpretação deles das Escrituras), ou está fadado ao lago de fogo.
Sempre recebemos esse tipo de e-mail e mensagens, e geralmente nada mais fazemos do que simplesmente ler a primeira linha e jogar no lixo ou no filtro de spam, porque temos coisas mais importantes a fazer do que nos ocuparmos de tais tolices.
Porém, esses dias recebi um e-mail desses que tocou num ponto que gostaria de abordar aqui. O e-mail basicamente nos criticava por defendermos a Torá (até aí, nenhuma novidade), e dizia que nós cometemos os mesmos erros dos primeiros emissários de Yeshua, que não teriam entendido a Sua mensagem, e que por isso foi preciso que “Paulo esclarecesse o evangelho.”
II – Paulo, Paulo Paulo… mas e Yeshua?
Já perdi as contas de quantas vezes ouvi isso, de diversas formas: “Vocês não entendem que Paulo abriu pros gentios!” “Vocês precisam ler Gálatas!” “Paulo isso, Paulo aquilo, Paulo, Paulo, Paulo…”
É claro que se apela a “Paulo”! Tire das Escrituras as cartas de Sha’ul (Paulo), e não sobra absolutamente nada em quê os que se opõem à Torá de YHWH possam se apoiar para defenderem sua causa. Não que sejam as cartas de Sha’ul (Paulo) sejam de fato contra a Torá – falta muitas vezes a tais grupos a compreensão da diferença entre Torá de YHWH e Lei Judaica. Mas, mesmo assim, sem Sha’ul (Paulo), nada sobra. Porque as demais Escrituras são muito claras quanto à obrigação do servo de YHWH de servir à Sua Torá.
Nas poucas vezes em que se deu ao trabalho de dizer algo sobre isso, Yeshua afirmou:
“Não penseis que vim abolir a Torá ou os profetas; não vim para abolir, mas para torná-los plenos. Amen! Por que vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torá um só Yud ou um só traço, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.” (Matitiyahu/Mateus 5:17-19)
Ele criticou a forma como o espírito da coisa, chamemos assim, era distorcido:
“Ai de vós, sof’rim e p’rushim que são hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido as coisas mais pesadas na Torá: os juízos, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.” (Matitiyahu/Mateus 23:23)
“…é lícito fazer bem nos Shabatot.” (Matitiyahu/Mateus 12/12)
Ele criticou acréscimos da Lei Judaica à revelação da Torá:
“E assim por causa das vossos acréscimos invalidastes o mandamento de Elohim. Hipócritas! bem profetizou Yeshayahu a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.” (Matitiyahu/Mateus 15:6-9)
Observe que nessa crítica Yeshua também inclui o invalidar a Torá. Invalidar é tornar algo não-válido, ou nulo. Em outras palavras, seguir preceitos de homens e abandonar as Escrituras.
Seria cômica, se não fosse trágica, a tentativa de alguns de afirmarem, por exemplo, que Yeshua descumpriu o Shabat ou, ao falar contra a lavagem de mãos, invalidou a Torá de YHWH. Além do profundo desconhecimento do que é a Torá e o que é a Lei Judaica, e além de fazer de Yeshua um mentiroso (pois Ele disse que veio cumprir a Torá), essa visão acaba por cair em contradição – pois se Yeshua não cumpriu a Torá, como poderia ser Ele o Messias?
Mas não é isso que vemos. Vemos Yeshua zeloso com a Torá, preocupado em revelar a pureza do que YHWH deixou de instrução para o Seu povo, esclarecendo que Ele não veio abolir coisa alguma, e ainda condenando a transgressão à Torá!
III – Quem é o Messias: Yeshua ou Paulo?
É por isso que os seus discípulos “não entenderam que a Lei foi abolida.” Como poderiam ter entendido algo que Yeshua nunca deixou revelado, nunca fez, nem ensinou?
Quem entra em cena então? “Paulo!” – Claro, aqui me refiro à visão evangélica tradicional sobre Paulo, e não ao personagem Sha’ul.
O que fica claro, portanto, é que o Messias de tais pessoas não é Yeshua, mas sim Paulo!
Porque a fé deles se sustenta ou cai com base em “Paulo”. É em “Paulo” e não em Yeshua que encontramos a verdade sobre a aliança de Elohim. Mesmo não sendo isso na teoria, na prática é de “Paulo”, e não de Yeshua, que se afirma então: “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amen.” (Ruhomayah/Romanos 11:36)
Sim, porque por essa leitura é de “Paulo” que procede todo entendimento sobre a verdade de toda a Bíblia. É por meio de “Paulo” que se tem o verdadeiro entendimento sobre Yeshua – mais até do que dos emissários que conviveram com Yeshua, pois esses nunca defenderam a abolição da Torá. É para “Paulo” que se pratica a transgressão à Torá, pois Yeshua disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama.” (Yochanan/João 14:21)
Logo, não seria mais honesto se tais pessoas parassem de fingir que sua fé é baseada em Yeshua, e completassem a frase de Ruhomayah (Romanos) dizendo: Glórias a “Paulo”? Aliás, o mais adequado seria chamar tal fé de Paulinismo. Afinal, ela se sustenta ou cai com base no “Paulo” evangélico. Até Yeshua não é o Yeshua que caminhou sobre a terra, mas sim o Yeshua que é autorizado e sancionado por quem? “Paulo”!
Que diremos, pois? Que Sha’ul (Paulo) não é inspirado? Elohim proíba, querido leitor! Jogar fora Sha’ul (Paulo) seria um erro tão grosseiro quanto o de jogar fora a Torá porque a B’rit Chadashá (Segundo Testamento) faz críticas ao uso distorcido da Torá. Não caiamos nesse erro.
Agora, é preciso entender que embora as cartas de Sha’ul (Paulo) sejam inspiradas e proveitosas para o nosso desenvolvimento na verdade, elas não são o cerne da nossa fé. O cerne da nossa fé sempre foi, e sempre será Yeshua. Não podemos substituir Yeshua pelo falso messias “Paulo” do movimento gospel – ou deveríamos dizer, “gospaulo”?
IV – A Verdade sobre Sha’ul (Paulo)
Sha’ul (Paulo) não é leitura fácil, de modo que sequer se destina a iniciantes. A exemplo de outras obras – como Guilyana (Apocalipse) ou Yechezkel (Ezequiel), por exemplo – tais leituras não são o básico da fé. São leituras para pessoas que já atingiram certa maturidade. E a prova de que as cartas de Sha’ul (Paulo) se encaixam nessa categoria nos foi dada por Kefa (Pedro), que diz:
“E considerai a longanimidade da Ruach YHWH como salvação, assim como também nosso amado irmão Sha’ul vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada. E também em todas as suas cartas ele fala acerca dessas coisas, algumas das quais são de difícil entendimento. Tais coisas, aqueles que não têm instrução nem fundação distorcem, como o fazem com o restante das Escrituras, para sua própria perdição.” (Kefa Beit/2 Pedro 3:15-16)
É o próprio Kefa (Pedro), homem que andou com Yeshua e que foi autor inspirado pela Ruach para escrever texto de Escritura, quem nos afirma que um iniciante que se apega a Sha’ul (Paulo) assina a sentença de sua própria perdição.
Como podemos supor, querido leitor, que Sha’ul (Paulo) seja a base da fé? Será que não percebem a gravidade do problema de tentar usar os escritos de Sha’ul (Paulo) como base para entender todas as coisas? Os escritos de Sha’ul (Paulo) não foram feitos para isso. Eles nos foram dados para ajudar a combater os excessos, os extremos e os desvios que ocorrem nas congregações. Nunca, jamais, deveriam ser usados como fonte para entender uma coisa tão básica como a instrução do cumprimento da Torá! Para isso temos, por exemplo, as palavras de Yeshua – e o ensino gradual das Escrituras no Shabat – conforme sugerido pelos próprios emissários em At. 15:20-21 para amadurecimento após o básico.
Além disso, as cartas de Sha’ul (Paulo) foram escritas para situações específicas, para pessoas específicas, e frequentemente em resposta a consultas e relatos feitos por carta das congregações para o próprio Sha’ul (Paulo). Nós não temos acesso a esse contexto, infelizmente. Seja porque se perderam acidentalmente, ou porque isso foi “acidentalmente” conveniente para que Roma montasse sua teologia. Não temos como saber.
E se não temos acesso a tal contexto, e se os textos são difíceis, então é ingênuo supor que exista uma única forma de leitura de Sha’ul (Paulo). Nem tenho a pretensão de pedir ao leitor que confie em NOSSA leitura de Sha’ul (Paulo). Tome como exemplo o próprio movimento evangélico, que reconhece isso ao publicar obras como o Novo Testamento Judaico, de David Stern (publicado por editora evangélica). Obra essa que nos traz uma leitura de Sha’ul (Paulo) muito diferente da convencional.
V – Errando na Base
Imagine, querido leitor, o perigo de se basear TODO o entendimento de seu relacionamento com Elohim, de medir o que “serve” e “não serve” para ser feito daquilo que Elohim deixou como mandamento para nós, em cartas que não foram feitas para principiantes, sobre as quais temos pouca ou quase nenhuma informação contextual, e que podem ser lidas de diversas formas?
A base de nossa fé está em Yeshua ou “Paulo”? Para responder com honestidade a essa leitura e descobrir quem está na posição de Messias de facto, pense numa coisa: Se as cartas de Sha’ul (Paulo) não existissem, a sua fé seria diferente? Se a resposta for afirmativa, será que o Messias, o cerne da sua fé, é mesmo Yeshua? Ou é esse personagem “Paulo” que sequer é a única leitura que se extrai de suas cartas?
“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a anomia, o amor de muitos esfriará.” (Matitiyahu/Mateus 24:11-12)
Nem pedirei ao leitor para ir no aramaico ou no hebraico. Tomemos o próprio grego. Anomia é formada pelo prefixo “a”, que significa negação, e pela raíz “nomos”, geralmente traduzida como “lei”. Logo, temos que as palavras de Yeshua dizem que os falsos profetas levarão as pessoas à negação da Torá de YHWH!
Não é muito mais seguro, querido leitor, basear sua fé em Yeshua? E Ele disse que não veio abolir a Torá, condenou quem ensinava tal coisa, e ainda nos alerta contra os falsos profetas que levariam o povo a se desviar da Torá!
VI – Existe Alternativa
Não podemos dizer que Yeshua não nos advertiu contra “Paulo”. Não contra o Sha’ul (Paulo) que O serviu, mas contra essa leitura distorcida e abominável que se faz dele, para a perdição.
Aliás, algumas passagens de Sha’ul (Paulo) também costumam ser ignoradas, tais como:
“Que diremos pois? É a Torá pecado? De modo nenhum…” (Ruhomayah/Romanos 7:7)
“E assim a Torá é santa, e o mandamento santo, justo e bom.” (Ruhomayah/Romanos 7:12)
“Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a Torá também o mesmo? Porque na Torá de Moshe está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Elohim cuidado dos bois?” (Curintayah Alef/1 Coríntios 9:8-9)
“Sabemos, porém, que a Torá é boa, se alguém dela usa legitimamente.” (Timoteus Alef/1 Timóteo 1:8)
A Torá não é pecado. A Torá é santa. A Torá é justa. A Torá é boa. A Torá não vem de homens, mas de Elohim. Sha’ul (Paulo) não é contra o uso da Torá, e sim contra o mau uso da Torá – coisa que Yeshua (a base da verdade) também afirmou ser contra, e ainda explicou a quê se refere.
Mas para os paulinistas, essas contradições não importam. Sha’ul (Paulo) é ignorado onde lhes convém, porque a da Torá só lhes interessa o dízimo – e não sem ser também esse último tirado de seu contexto.
Mas estamos aqui para te dizer: É possível ler Sha’ul (Paulo) de modo a harmonizá-lo com todas as Escrituras – sem fazer dele uma abominação, um opositor à Torá de YHWH. Pois alguém que se opõe à Torá de YHWH é maldito, e não um instrutor em quem devemos nos apoiar.
Sha’ul (Paulo) só pode ser compreendido se ele não for tomado por falso messias, mas sim se ele for compreendido como servo de Yeshua, o autor da Torá.
Mas não caia o leitor no mesmo erro de ser um “cruzado da verdade absoluta”, enfiando o dedo em riste e condenando a todos ao fogo eterno. Pois tal coisa é ranço das estruturas eclesiásticas, e deve ser eliminado de nosso meio, e não incentivado.
Tenhamos o mesmo amor, a mesma perseverança (inclusive de suportar calúnias, difamações e violência) que Yeshua, nosso Messias, nos ensinou com seu próprio exemplo. Sem amor – esse amor de Yeshua – como diz Sha’ul, o verdadeiro, nada seremos.
Este artigo é de propriedade do Grupo Torah Viva (www.torahviva.org) e é protegido pela Digiprove, em conformidade com as leis de direitos autorais. É permitida a cópia, reprodução ou impressão desde que o material seja preservado na íntegra (sem alterações ou inserções no texto e incluindo esta mensagem) e de que a fonte seja citada, com link para o artigo original.
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Diretas 7
Sobre a não-abolição da Lei
Da série gostaria de ter escrito. É isso que sempre digo, e ele disse tudo e mais um pouco. Perfeito.
Yeshua ou Paulo: Quem é o Messias?
I – Introdução
Dentre os que crêem nas Escrituras (ou dizem crer) existe uma classe muito singular de pessoas: os cruzados da verdade absoluta. Infelizmente, é algo que chega muitas vezes a ser incentivado no meio evangélico. Pelo menos, há uma evolução: Os cruzados cibernéticos da verdade absoluta não se utilizam mais da espada para fazerem suas ameaças, mas sim de e-mails grosseiros e grotescos, intrusões indesejadas no espaço alheio, etc. O que antes era a ameaça da espada, hoje é a ameaça do inferno. Menos mal. Mas, ou você crê na “verdade” (e por verdade leia-se: a interpretação deles das Escrituras), ou está fadado ao lago de fogo.
Sempre recebemos esse tipo de e-mail e mensagens, e geralmente nada mais fazemos do que simplesmente ler a primeira linha e jogar no lixo ou no filtro de spam, porque temos coisas mais importantes a fazer do que nos ocuparmos de tais tolices.
Porém, esses dias recebi um e-mail desses que tocou num ponto que gostaria de abordar aqui. O e-mail basicamente nos criticava por defendermos a Torá (até aí, nenhuma novidade), e dizia que nós cometemos os mesmos erros dos primeiros emissários de Yeshua, que não teriam entendido a Sua mensagem, e que por isso foi preciso que “Paulo esclarecesse o evangelho.”
II – Paulo, Paulo Paulo… mas e Yeshua?
Já perdi as contas de quantas vezes ouvi isso, de diversas formas: “Vocês não entendem que Paulo abriu pros gentios!” “Vocês precisam ler Gálatas!” “Paulo isso, Paulo aquilo, Paulo, Paulo, Paulo…”
É claro que se apela a “Paulo”! Tire das Escrituras as cartas de Sha’ul (Paulo), e não sobra absolutamente nada em quê os que se opõem à Torá de YHWH possam se apoiar para defenderem sua causa. Não que sejam as cartas de Sha’ul (Paulo) sejam de fato contra a Torá – falta muitas vezes a tais grupos a compreensão da diferença entre Torá de YHWH e Lei Judaica. Mas, mesmo assim, sem Sha’ul (Paulo), nada sobra. Porque as demais Escrituras são muito claras quanto à obrigação do servo de YHWH de servir à Sua Torá.
Nas poucas vezes em que se deu ao trabalho de dizer algo sobre isso, Yeshua afirmou:
“Não penseis que vim abolir a Torá ou os profetas; não vim para abolir, mas para torná-los plenos. Amen! Por que vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torá um só Yud ou um só traço, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.” (Matitiyahu/Mateus 5:17-19)
Ele criticou a forma como o espírito da coisa, chamemos assim, era distorcido:
“Ai de vós, sof’rim e p’rushim que são hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido as coisas mais pesadas na Torá: os juízos, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.” (Matitiyahu/Mateus 23:23)
“…é lícito fazer bem nos Shabatot.” (Matitiyahu/Mateus 12/12)
Ele criticou acréscimos da Lei Judaica à revelação da Torá:
“E assim por causa das vossos acréscimos invalidastes o mandamento de Elohim. Hipócritas! bem profetizou Yeshayahu a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.” (Matitiyahu/Mateus 15:6-9)
Observe que nessa crítica Yeshua também inclui o invalidar a Torá. Invalidar é tornar algo não-válido, ou nulo. Em outras palavras, seguir preceitos de homens e abandonar as Escrituras.
Seria cômica, se não fosse trágica, a tentativa de alguns de afirmarem, por exemplo, que Yeshua descumpriu o Shabat ou, ao falar contra a lavagem de mãos, invalidou a Torá de YHWH. Além do profundo desconhecimento do que é a Torá e o que é a Lei Judaica, e além de fazer de Yeshua um mentiroso (pois Ele disse que veio cumprir a Torá), essa visão acaba por cair em contradição – pois se Yeshua não cumpriu a Torá, como poderia ser Ele o Messias?
Mas não é isso que vemos. Vemos Yeshua zeloso com a Torá, preocupado em revelar a pureza do que YHWH deixou de instrução para o Seu povo, esclarecendo que Ele não veio abolir coisa alguma, e ainda condenando a transgressão à Torá!
III – Quem é o Messias: Yeshua ou Paulo?
É por isso que os seus discípulos “não entenderam que a Lei foi abolida.” Como poderiam ter entendido algo que Yeshua nunca deixou revelado, nunca fez, nem ensinou?
Quem entra em cena então? “Paulo!” – Claro, aqui me refiro à visão evangélica tradicional sobre Paulo, e não ao personagem Sha’ul.
O que fica claro, portanto, é que o Messias de tais pessoas não é Yeshua, mas sim Paulo!
Porque a fé deles se sustenta ou cai com base em “Paulo”. É em “Paulo” e não em Yeshua que encontramos a verdade sobre a aliança de Elohim. Mesmo não sendo isso na teoria, na prática é de “Paulo”, e não de Yeshua, que se afirma então: “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amen.” (Ruhomayah/Romanos 11:36)
Sim, porque por essa leitura é de “Paulo” que procede todo entendimento sobre a verdade de toda a Bíblia. É por meio de “Paulo” que se tem o verdadeiro entendimento sobre Yeshua – mais até do que dos emissários que conviveram com Yeshua, pois esses nunca defenderam a abolição da Torá. É para “Paulo” que se pratica a transgressão à Torá, pois Yeshua disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama.” (Yochanan/João 14:21)
Logo, não seria mais honesto se tais pessoas parassem de fingir que sua fé é baseada em Yeshua, e completassem a frase de Ruhomayah (Romanos) dizendo: Glórias a “Paulo”? Aliás, o mais adequado seria chamar tal fé de Paulinismo. Afinal, ela se sustenta ou cai com base no “Paulo” evangélico. Até Yeshua não é o Yeshua que caminhou sobre a terra, mas sim o Yeshua que é autorizado e sancionado por quem? “Paulo”!
Que diremos, pois? Que Sha’ul (Paulo) não é inspirado? Elohim proíba, querido leitor! Jogar fora Sha’ul (Paulo) seria um erro tão grosseiro quanto o de jogar fora a Torá porque a B’rit Chadashá (Segundo Testamento) faz críticas ao uso distorcido da Torá. Não caiamos nesse erro.
Agora, é preciso entender que embora as cartas de Sha’ul (Paulo) sejam inspiradas e proveitosas para o nosso desenvolvimento na verdade, elas não são o cerne da nossa fé. O cerne da nossa fé sempre foi, e sempre será Yeshua. Não podemos substituir Yeshua pelo falso messias “Paulo” do movimento gospel – ou deveríamos dizer, “gospaulo”?
IV – A Verdade sobre Sha’ul (Paulo)
Sha’ul (Paulo) não é leitura fácil, de modo que sequer se destina a iniciantes. A exemplo de outras obras – como Guilyana (Apocalipse) ou Yechezkel (Ezequiel), por exemplo – tais leituras não são o básico da fé. São leituras para pessoas que já atingiram certa maturidade. E a prova de que as cartas de Sha’ul (Paulo) se encaixam nessa categoria nos foi dada por Kefa (Pedro), que diz:
“E considerai a longanimidade da Ruach YHWH como salvação, assim como também nosso amado irmão Sha’ul vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada. E também em todas as suas cartas ele fala acerca dessas coisas, algumas das quais são de difícil entendimento. Tais coisas, aqueles que não têm instrução nem fundação distorcem, como o fazem com o restante das Escrituras, para sua própria perdição.” (Kefa Beit/2 Pedro 3:15-16)
É o próprio Kefa (Pedro), homem que andou com Yeshua e que foi autor inspirado pela Ruach para escrever texto de Escritura, quem nos afirma que um iniciante que se apega a Sha’ul (Paulo) assina a sentença de sua própria perdição.
Como podemos supor, querido leitor, que Sha’ul (Paulo) seja a base da fé? Será que não percebem a gravidade do problema de tentar usar os escritos de Sha’ul (Paulo) como base para entender todas as coisas? Os escritos de Sha’ul (Paulo) não foram feitos para isso. Eles nos foram dados para ajudar a combater os excessos, os extremos e os desvios que ocorrem nas congregações. Nunca, jamais, deveriam ser usados como fonte para entender uma coisa tão básica como a instrução do cumprimento da Torá! Para isso temos, por exemplo, as palavras de Yeshua – e o ensino gradual das Escrituras no Shabat – conforme sugerido pelos próprios emissários em At. 15:20-21 para amadurecimento após o básico.
Além disso, as cartas de Sha’ul (Paulo) foram escritas para situações específicas, para pessoas específicas, e frequentemente em resposta a consultas e relatos feitos por carta das congregações para o próprio Sha’ul (Paulo). Nós não temos acesso a esse contexto, infelizmente. Seja porque se perderam acidentalmente, ou porque isso foi “acidentalmente” conveniente para que Roma montasse sua teologia. Não temos como saber.
E se não temos acesso a tal contexto, e se os textos são difíceis, então é ingênuo supor que exista uma única forma de leitura de Sha’ul (Paulo). Nem tenho a pretensão de pedir ao leitor que confie em NOSSA leitura de Sha’ul (Paulo). Tome como exemplo o próprio movimento evangélico, que reconhece isso ao publicar obras como o Novo Testamento Judaico, de David Stern (publicado por editora evangélica). Obra essa que nos traz uma leitura de Sha’ul (Paulo) muito diferente da convencional.
V – Errando na Base
Imagine, querido leitor, o perigo de se basear TODO o entendimento de seu relacionamento com Elohim, de medir o que “serve” e “não serve” para ser feito daquilo que Elohim deixou como mandamento para nós, em cartas que não foram feitas para principiantes, sobre as quais temos pouca ou quase nenhuma informação contextual, e que podem ser lidas de diversas formas?
A base de nossa fé está em Yeshua ou “Paulo”? Para responder com honestidade a essa leitura e descobrir quem está na posição de Messias de facto, pense numa coisa: Se as cartas de Sha’ul (Paulo) não existissem, a sua fé seria diferente? Se a resposta for afirmativa, será que o Messias, o cerne da sua fé, é mesmo Yeshua? Ou é esse personagem “Paulo” que sequer é a única leitura que se extrai de suas cartas?
“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a anomia, o amor de muitos esfriará.” (Matitiyahu/Mateus 24:11-12)
Nem pedirei ao leitor para ir no aramaico ou no hebraico. Tomemos o próprio grego. Anomia é formada pelo prefixo “a”, que significa negação, e pela raíz “nomos”, geralmente traduzida como “lei”. Logo, temos que as palavras de Yeshua dizem que os falsos profetas levarão as pessoas à negação da Torá de YHWH!
Não é muito mais seguro, querido leitor, basear sua fé em Yeshua? E Ele disse que não veio abolir a Torá, condenou quem ensinava tal coisa, e ainda nos alerta contra os falsos profetas que levariam o povo a se desviar da Torá!
VI – Existe Alternativa
Não podemos dizer que Yeshua não nos advertiu contra “Paulo”. Não contra o Sha’ul (Paulo) que O serviu, mas contra essa leitura distorcida e abominável que se faz dele, para a perdição.
Aliás, algumas passagens de Sha’ul (Paulo) também costumam ser ignoradas, tais como:
“Que diremos pois? É a Torá pecado? De modo nenhum…” (Ruhomayah/Romanos 7:7)
“E assim a Torá é santa, e o mandamento santo, justo e bom.” (Ruhomayah/Romanos 7:12)
“Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a Torá também o mesmo? Porque na Torá de Moshe está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Elohim cuidado dos bois?” (Curintayah Alef/1 Coríntios 9:8-9)
“Sabemos, porém, que a Torá é boa, se alguém dela usa legitimamente.” (Timoteus Alef/1 Timóteo 1:8)
A Torá não é pecado. A Torá é santa. A Torá é justa. A Torá é boa. A Torá não vem de homens, mas de Elohim. Sha’ul (Paulo) não é contra o uso da Torá, e sim contra o mau uso da Torá – coisa que Yeshua (a base da verdade) também afirmou ser contra, e ainda explicou a quê se refere.
Mas para os paulinistas, essas contradições não importam. Sha’ul (Paulo) é ignorado onde lhes convém, porque a da Torá só lhes interessa o dízimo – e não sem ser também esse último tirado de seu contexto.
Mas estamos aqui para te dizer: É possível ler Sha’ul (Paulo) de modo a harmonizá-lo com todas as Escrituras – sem fazer dele uma abominação, um opositor à Torá de YHWH. Pois alguém que se opõe à Torá de YHWH é maldito, e não um instrutor em quem devemos nos apoiar.
Sha’ul (Paulo) só pode ser compreendido se ele não for tomado por falso messias, mas sim se ele for compreendido como servo de Yeshua, o autor da Torá.
Mas não caia o leitor no mesmo erro de ser um “cruzado da verdade absoluta”, enfiando o dedo em riste e condenando a todos ao fogo eterno. Pois tal coisa é ranço das estruturas eclesiásticas, e deve ser eliminado de nosso meio, e não incentivado.
Tenhamos o mesmo amor, a mesma perseverança (inclusive de suportar calúnias, difamações e violência) que Yeshua, nosso Messias, nos ensinou com seu próprio exemplo. Sem amor – esse amor de Yeshua – como diz Sha’ul, o verdadeiro, nada seremos.
Este artigo é de propriedade do Grupo Torah Viva (www.torahviva.org) e é protegido pela Digiprove, em conformidade com as leis de direitos autorais. É permitida a cópia, reprodução ou impressão desde que o material seja preservado na íntegra (sem alterações ou inserções no texto e incluindo esta mensagem) e de que a fonte seja citada, com link para o artigo original.
Leia também
Diretas 7
Sobre a não-abolição da Lei
domingo, 15 de julho de 2012
'O pecado é a transgressão da Lei'
Up. Publicado originalmente em 01/fev/2010
“Todo aquele que pratica o pecado transgride a Torah [Pentateuco]; de fato, o pecado é a transgressão da Torah.” 1João 3.4
"Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus. Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus. Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês.” Mateus 5.17-20,48
Para quem ainda pensa que não precisa cumprir a Lei e usa Mateus 5.17 como justificativa, peço que leia com carinho TODO o capítulo 5 de Mateus e pense se o Messias disse mesmo que não precisamos cumprir a Lei.
P.S.: "E veja como ele descreve o homem perdido aqui, ele diz: 'Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade'. Em grego, anomia. Uma partícula negativa 'a', não/sem, mais a palavra 'nomos', lei = não lei/sem lei. E é isto que significa, deixe-me dar-lhe uma tradução mais precisa: 'Apartai-vos de mim de mim, vocês que dizem ser meus discípulos, que me confessam como Senhor, porém vivem como se eu nunca tivesse lhes dado uma Lei para obedecer'.Eu acabo de descrever a grande maioria dos cristãos. Se alguém começa a falar de Lei, se alguém começa a falar de princípios bíblicos, sobre o que devemos fazer e o que não devemos fazer, todos começam a exclamar: 'Legalista, legalista'. Mas Jesus disse: 'Apartai-vos de mim, vocês que viveram me chamando de Senhor, contudo viveram como se eu nunca tivesse lhes dado uma Lei para seguirem'." Paul Washer
P.S.2: Segundo o dicionário Houaiss: Pecar - cometer pecado, transgredir lei religiosa
Ex.: foram punidos porque pecaram (contra as leis de Deus)
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Como guardamos o shabat
UP. Publicado originalmente em 26/ago/2011
Guardar o shabat tem sido um aprendizado progressivo e gostaria de compartilhar como guardamos o sábado aqui em casa.
Primeiro nós decidimos não trocar seis por meia dúzia, ou seja, saímos do sistema religioso, mas não colocamos nenhum ritual ou liturgia no lugar. Paramos tudo, tudo mesmo, e estamos apenas ouvindo o Eterno. Muitos que começam a fazer teshuvah acabam ingressando no meio do judaísmo religioso e seguem suas tradições e rituais. Esse é um dos caminhos, mas nós decidimos não seguir por ele.
Quando começamos nossa busca pela verdade, percebemos que todos os grupos religiosos têm um pouco da verdade e um monte de invenções humanas. E não há na Bíblia nenhuma liturgia, nenhum ritual que nos dê base para seguir o que esses grupos ensinam. Por exemplo, o judaísmo guarda o shabat acendendo velas, fazendo rezas decoradas ou lidas, alguns exageram no rigor. Enfim, não há nada na Torah ensinando como guardar o shabat, não manda acender velas, nem fazer reunião nas sinagogas, templos etc.
É um absurdo o que fizeram com a guarda do sábado no Talmude, por exemplo. É uma lista enorme de não-pode, quase impossível de ser seguida, ou seja, é um jugo pesado demais. A Torah (Pentateuco) diz “não trabalhar no sábado”, ponto final. Mas o homem quer inventar, aí diz que não pode andar tantos metros, não pode subir escadas, não pode ajudar o necessitado.
A Torah apenas fala para descansar, não trabalhar, não fazer fogo (no sentido de trabalhar), não fazer comércio. Nada além disso. Por isso aqui em casa nós não fazemos rituais, não temos formalidades e não temos uma reunião formal. Nós obedecemos simples assim, descansando.
Como fazemos isso? No início de teshuvah, começamos com pequenas mudanças, como não ir ao mercado, não lavar roupa, não fazer faxina, e meu marido, que não tem que ir ao trabalho no sábado, mas às vezes trabalhava em casa, foi deixando de fazer isso, inclusive de ocupar a mente com o trabalho e aprendeu a descansar. Não adianta não trabalhar e ficar com a mente no trabalho.
Aos poucos fomos aumentando a obediência, evitando ao máximo atividades que envolvam comércio, como restaurantes, cinemas etc. Se marcamos alguma passeio com os amigos no sábado, procuramos marcar em um local público, praça, parque, e levamos nosso lanche, para não precisarmos comprar nada.
Tento deixar o almoço de sábado pronto ou bem adiantado. Não sigo o que acho exagero de não acender o fogo do fogão no sábado, só procuro não ficar muito tempo cozinhando, mas uso o fogão para aquecer o almoço ou para terminar o que ficou faltando fazer no dia anterior. Também faço café, sim, no fogão. Não gosto de cafeteira elétrica e odeio forno de micro-ondas. E como cozinhar não é meu ganha-pão, não é meu trabalho, não deixo de fazer um almoço quentinho no sábado, só procuro não exagerar, faço coisas mais simples.
Nosso lema é ir devagar, sem culpa, sem estresse, sem cobranças, cada um no seu ritmo, no seu entendimento, apenas um lembra ao outro quando alguém esquece, como por exemplo, às vezes um convida o outro para ir ao shopping, e o outro lembra a ele que é shabat, e levamos na esportiva, sem brigar um com o outro. Não há esse peso com a gente, não colocamos peso no ombro do outro, não cobramos, estamos aprendendo juntos.
O que sempre digo a quem está começando é isso, devagar, sem estresse, sem cobrança, um dia de cada vez, conforme for sendo convencido pelo Eterno. Não podemos ser exagerados e parar com tudo de uma vez. O ideal é mudar os hábitos aos poucos, ouvindo o Eterno, conversando, compartilhando o que tem meditado, um ajudando o outro, cada um no seu ritmo.
Na prática, fazemos mais ou menos assim. Na quinta e na sexta-feira durante o dia procuro deixar tudo pronto, preparando alimentos e limpando a casa. No sábado acordamos mais tarde, não temos horário certo, é quando cada um acha que deve acordar. Tomamos café.
Depois cada um pega seus livros, senta no sofá ou na rede, e fica um tempo lendo. Normalmente eu leio a Torah, acompanhando a parashá da semana, a porção semanal. Tenho uma Bíblia que traz a marcação da parashá e fica fácil de acompanhar. Também tenho outros livros que leio nesse período. Meu marido lê os livros dele e de vez em quando um interrompe o outro para compartilhar algo interessante.
Depois da leitura, às vezes cochilamos um pouquinho, eu costumo entrar na internet e ler uma meditação de um rabino sobre a parashá da semana. Depois almoçamos. E depois do almoço às vezes dormimos de novo.
Bem, isso é o básico, quando não temos algum compromisso fora de casa. Porque não deixamos de participar de algumas atividades sociais. Entendemos que guardar o shabat é também fazer boas obras, e visitar uma tia idosa, por exemplo, é uma boa ação.
E de vez em quando marcamos alguma atividade com os amigos, um passeio na Floresta, na Lagoa, um encontro na casa de uma das famílias. Mas não temos encontros regulares, não temos culto, não temos liturgia. É um grupo de amigos conversando e comendo juntos. Quando vamos a parques, brincamos, jogamos bola, corremos, pulamos, jogamos jogos de mesa.
Há uma família que conhecemos e que está nesse processo há cerca de 20 anos. E aprendemos com eles que sábado é dia de alegria. Eles brincam, se divertem, descansam. Eles moram em outro estado e estivemos na casa deles recentemente e vimos de perto como é isso para eles. Foi uma experiência tremenda.
Eles têm uma rotina rigorosa durante a semana, acordam cedo e dormem cedo. Cada um tem sua tarefa de estudos e trabalho em casa. Mas pra eles o shabat é de deleite, um dia de alegria, então eles criaram uma forma de marcar isso bem forte e as crianças anseiam pela chegada do shabat e comemoram isso.
Quando chega o pôr do sol na sexta-feira eles param tudo o que estão fazendo e as crianças tomam banho e se arrumam para o shabat. E a partir daí eles ficam livres para fazerem o que quiserem, brincar, descansar, e a rotina fica mais leve, não precisam dormir muito cedo e no sábado podem acordar mais tarde, cada um no seu horário. E durante o shabat eles fazem o culto pela manhã e depois brincam o resto do dia, comem biscoitos, saladas de frutas e petiscos durante o dia e quando termina o shabat eles se reúnem para jantar. Então no sábado não há almoço formal na casa deles.
E o que achei mais legal é que eles têm uma caixa com brinquedos especiais e na caixa tem o rótulo “brinquedos de sábado”, ou seja, as crianças só podem brincar com eles no sábado. E elas fazem uma festa
Quando termina o shabat a rotina volta ao normal, cada um com sua tarefa e no domingo pela manhã é dia útil para eles, como toda a semana, estudam, trabalham, renovados pelo descanso do shabat.
Gostei demais de ver isso de perto. Eu já sabia que o shabat para eles era dia de brincadeiras e alegria, pois tinha visto as fotos da família em um dia assim, mas ver de perto foi muito melhor.
E aqui também é parecido. Quando chega o pôr do sol no sábado, quando termina o shabat, tenho me policiado e me obrigado a trabalhar de propósito, para quebrar paradigmas, para mudar hábitos, para quebrar espiritualmente a mentira de que domingo é o dia sagrado, então no sábado à noite vamos ao mercado, ao shopping, lavo louça, lavo roupa. Domingo pela manhã, quando não há compromissos fora de casa, tenho uma disposição sobrenatural e cuido da casa como se fosse dia de semana, faço questão principalmente de lavar roupa, para mudar minha mente, porque cresci ouvindo que domingo era dia sagrado e preciso quebrar isso na minha mente. Mas não somos do tipo que não sai aos domingos. Se queremos passear, aproveitamos a folga do meu marido no trabalho e saímos, sim. Mas se ficamos em casa, trabalhamos normalmente e fazemos questão de lembrar que domingo é o primeiro dia da semana, então o final de semana acaba no sábado à noite.
E assim tem sido a cada shabat e cada vez mais temos experimentado descansar no Eterno, confiar que ele é o nosso provedor, lançar sobre ele toda a ansiedade e sentir nossas forças sendo renovadas para mais uma semana de atividades.
Por isso, shabat shalom a todos. Que o Eterno nos capacite a obedecê-lo.
Leia também:
P.S. (jan/2012): Como já disse, desconstruir é fácil, mas construir é muito, muito difícil, porque há tanta contaminação, e chegar à tela original dá trabalho. Por isso estou em completa desconstrução. E estar em desconstrução significa estar aberto a novos entendimentos. Então, antes guardávamos o sábado do pôr do sol da sexta-feira até o pôr do sol do sábado, mas depois de pesquisar, meditar e observar sobre o assunto, percebemos que não há essa ordem na Torah e passamos a guardar o shabat apenas no período entre o nascer do sol e o pôr do sol do sábado, de manhã ao início da noite. Isso estava sendo um peso, então não guardarmos mais o shabat na sexta-feira à noite, principalmente porque meu relógio biológico é meio noturno, então na sexta-feira à noite é que normalmente vou adiantar o almoço de sábado e às vezes faço bolo e pão caseiro.
Como guardamos o shabat
"Diga aos israelitas que guardem os meus sábados. Isso será um sinal entre mim e vocês, geração após geração, a fim de que saibam que eu sou o Eterno, que os santifica. Isso será um SINAL PERPÉTUO entre mim e os israelitas, pois em seis dias o Eterno fez os céus e a terra, e no sétimo dia ele não trabalhou e descansou". Ex31.13,17 [grifo meu]
“Trabalhar no sábado na limpeza da casa é uma limpeza secular. Mas limpar a casa de uma pessoa que estiver doente é uma atividade espiritual e não secular.” Paulo Cilas da Silva
Guardar o shabat tem sido um aprendizado progressivo e gostaria de compartilhar como guardamos o sábado aqui em casa.
Primeiro nós decidimos não trocar seis por meia dúzia, ou seja, saímos do sistema religioso, mas não colocamos nenhum ritual ou liturgia no lugar. Paramos tudo, tudo mesmo, e estamos apenas ouvindo o Eterno. Muitos que começam a fazer teshuvah acabam ingressando no meio do judaísmo religioso e seguem suas tradições e rituais. Esse é um dos caminhos, mas nós decidimos não seguir por ele.
Quando começamos nossa busca pela verdade, percebemos que todos os grupos religiosos têm um pouco da verdade e um monte de invenções humanas. E não há na Bíblia nenhuma liturgia, nenhum ritual que nos dê base para seguir o que esses grupos ensinam. Por exemplo, o judaísmo guarda o shabat acendendo velas, fazendo rezas decoradas ou lidas, alguns exageram no rigor. Enfim, não há nada na Torah ensinando como guardar o shabat, não manda acender velas, nem fazer reunião nas sinagogas, templos etc.
É um absurdo o que fizeram com a guarda do sábado no Talmude, por exemplo. É uma lista enorme de não-pode, quase impossível de ser seguida, ou seja, é um jugo pesado demais. A Torah (Pentateuco) diz “não trabalhar no sábado”, ponto final. Mas o homem quer inventar, aí diz que não pode andar tantos metros, não pode subir escadas, não pode ajudar o necessitado.
Como fazemos isso? No início de teshuvah, começamos com pequenas mudanças, como não ir ao mercado, não lavar roupa, não fazer faxina, e meu marido, que não tem que ir ao trabalho no sábado, mas às vezes trabalhava em casa, foi deixando de fazer isso, inclusive de ocupar a mente com o trabalho e aprendeu a descansar. Não adianta não trabalhar e ficar com a mente no trabalho.
Aos poucos fomos aumentando a obediência, evitando ao máximo atividades que envolvam comércio, como restaurantes, cinemas etc. Se marcamos alguma passeio com os amigos no sábado, procuramos marcar em um local público, praça, parque, e levamos nosso lanche, para não precisarmos comprar nada.
Tento deixar o almoço de sábado pronto ou bem adiantado. Não sigo o que acho exagero de não acender o fogo do fogão no sábado, só procuro não ficar muito tempo cozinhando, mas uso o fogão para aquecer o almoço ou para terminar o que ficou faltando fazer no dia anterior. Também faço café, sim, no fogão. Não gosto de cafeteira elétrica e odeio forno de micro-ondas. E como cozinhar não é meu ganha-pão, não é meu trabalho, não deixo de fazer um almoço quentinho no sábado, só procuro não exagerar, faço coisas mais simples.
Nosso lema é ir devagar, sem culpa, sem estresse, sem cobranças, cada um no seu ritmo, no seu entendimento, apenas um lembra ao outro quando alguém esquece, como por exemplo, às vezes um convida o outro para ir ao shopping, e o outro lembra a ele que é shabat, e levamos na esportiva, sem brigar um com o outro. Não há esse peso com a gente, não colocamos peso no ombro do outro, não cobramos, estamos aprendendo juntos.
O que sempre digo a quem está começando é isso, devagar, sem estresse, sem cobrança, um dia de cada vez, conforme for sendo convencido pelo Eterno. Não podemos ser exagerados e parar com tudo de uma vez. O ideal é mudar os hábitos aos poucos, ouvindo o Eterno, conversando, compartilhando o que tem meditado, um ajudando o outro, cada um no seu ritmo.
Na prática, fazemos mais ou menos assim. Na quinta e na sexta-feira durante o dia procuro deixar tudo pronto, preparando alimentos e limpando a casa. No sábado acordamos mais tarde, não temos horário certo, é quando cada um acha que deve acordar. Tomamos café.
Depois cada um pega seus livros, senta no sofá ou na rede, e fica um tempo lendo. Normalmente eu leio a Torah, acompanhando a parashá da semana, a porção semanal. Tenho uma Bíblia que traz a marcação da parashá e fica fácil de acompanhar. Também tenho outros livros que leio nesse período. Meu marido lê os livros dele e de vez em quando um interrompe o outro para compartilhar algo interessante.
Depois da leitura, às vezes cochilamos um pouquinho, eu costumo entrar na internet e ler uma meditação de um rabino sobre a parashá da semana. Depois almoçamos. E depois do almoço às vezes dormimos de novo.
Bem, isso é o básico, quando não temos algum compromisso fora de casa. Porque não deixamos de participar de algumas atividades sociais. Entendemos que guardar o shabat é também fazer boas obras, e visitar uma tia idosa, por exemplo, é uma boa ação.
E de vez em quando marcamos alguma atividade com os amigos, um passeio na Floresta, na Lagoa, um encontro na casa de uma das famílias. Mas não temos encontros regulares, não temos culto, não temos liturgia. É um grupo de amigos conversando e comendo juntos. Quando vamos a parques, brincamos, jogamos bola, corremos, pulamos, jogamos jogos de mesa.
Há uma família que conhecemos e que está nesse processo há cerca de 20 anos. E aprendemos com eles que sábado é dia de alegria. Eles brincam, se divertem, descansam. Eles moram em outro estado e estivemos na casa deles recentemente e vimos de perto como é isso para eles. Foi uma experiência tremenda.
Eles têm uma rotina rigorosa durante a semana, acordam cedo e dormem cedo. Cada um tem sua tarefa de estudos e trabalho em casa. Mas pra eles o shabat é de deleite, um dia de alegria, então eles criaram uma forma de marcar isso bem forte e as crianças anseiam pela chegada do shabat e comemoram isso.
Quando chega o pôr do sol na sexta-feira eles param tudo o que estão fazendo e as crianças tomam banho e se arrumam para o shabat. E a partir daí eles ficam livres para fazerem o que quiserem, brincar, descansar, e a rotina fica mais leve, não precisam dormir muito cedo e no sábado podem acordar mais tarde, cada um no seu horário. E durante o shabat eles fazem o culto pela manhã e depois brincam o resto do dia, comem biscoitos, saladas de frutas e petiscos durante o dia e quando termina o shabat eles se reúnem para jantar. Então no sábado não há almoço formal na casa deles.
E o que achei mais legal é que eles têm uma caixa com brinquedos especiais e na caixa tem o rótulo “brinquedos de sábado”, ou seja, as crianças só podem brincar com eles no sábado. E elas fazem uma festa
Quando termina o shabat a rotina volta ao normal, cada um com sua tarefa e no domingo pela manhã é dia útil para eles, como toda a semana, estudam, trabalham, renovados pelo descanso do shabat.
Gostei demais de ver isso de perto. Eu já sabia que o shabat para eles era dia de brincadeiras e alegria, pois tinha visto as fotos da família em um dia assim, mas ver de perto foi muito melhor.
E aqui também é parecido. Quando chega o pôr do sol no sábado, quando termina o shabat, tenho me policiado e me obrigado a trabalhar de propósito, para quebrar paradigmas, para mudar hábitos, para quebrar espiritualmente a mentira de que domingo é o dia sagrado, então no sábado à noite vamos ao mercado, ao shopping, lavo louça, lavo roupa. Domingo pela manhã, quando não há compromissos fora de casa, tenho uma disposição sobrenatural e cuido da casa como se fosse dia de semana, faço questão principalmente de lavar roupa, para mudar minha mente, porque cresci ouvindo que domingo era dia sagrado e preciso quebrar isso na minha mente. Mas não somos do tipo que não sai aos domingos. Se queremos passear, aproveitamos a folga do meu marido no trabalho e saímos, sim. Mas se ficamos em casa, trabalhamos normalmente e fazemos questão de lembrar que domingo é o primeiro dia da semana, então o final de semana acaba no sábado à noite.
E assim tem sido a cada shabat e cada vez mais temos experimentado descansar no Eterno, confiar que ele é o nosso provedor, lançar sobre ele toda a ansiedade e sentir nossas forças sendo renovadas para mais uma semana de atividades.
Por isso, shabat shalom a todos. Que o Eterno nos capacite a obedecê-lo.
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