Publicação fixa: Argumentos lógicos X tratados teológicos

Meus textos questionando o sistema religioso e as mentiras do cristianismo são sempre com argumentos de raciocínio lógico, porque para mim vale o que está escrito sem interpretações humanas, sem oráculos para traduzir o texto... Continue lendo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Se a sua vida está mais para festa, acenda o sinal de alarme, porque crente dos últimos dias vai estar em guerra

Fábio Damasceno

“Apocalipse 12.12: ‘Portanto, celebrem-no, ó céus, e os que neles habitam! Mas, ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vocês! Ele está cheio de fúria, pois sabe que lhe resta pouco tempo’. Muito interessante esse momento. Um momento também radical. Nos ares uma tremenda celebração, uma festa. Na terra uma fúria, guerra, sofrimento. Eu queria chamar a atenção de vocês para isso, esse contraste da guerra e da festa. Nestes últimos dias, em que Apocalipse 22.11 diz que quem é santo, santifique-se mais ainda, e quem é injusto, faça mais injustiça etc, nós estamos vivendo cada dia e estamos avançando nessa radicalização. O crente na Terra, para ser crente mesmo, não vai dar mais para ser crente mais ou menos, não vai dar mais para ser crente ‘meia-sola’. Há 50 anos a cultura do mundo estava salgada pela mensagem cristã, a cultura estava salgada por princípios da verdade. O ladrão era exceção, as pessoas falavam a verdade, em geral era assim. Era incomum um político ser um mentiroso descarado. Acontecia, o mundo já estava no maligno, mas era bem menos. A cultura estava mais em sintonia com a Palavra. Então, o que vai acontecer nos últimos dias daqui para frente? Ou o crente vai ficando cada vez mais ‘meia-sola’, vai se adequando ao padrão de Laodicéia, a sétima carta do Apocalipse, em que o padrão de crente que fica rico, que se importa com a aparência mais do que tudo, com o status social. Ou então, eu quero dizer para vocês o seguinte: crente para valer vai ter que pagar preço nos últimos dias. E aviso: nós estamos sendo chamados para uma guerra. O mundo está a cada dia mais caminhando para uma festa. Você já reparou isso? Que no mundo, apesar da violência, apesar de tudo, a festa tomou o lugar? Há uns anos as pessoas saíam à sexta-feira para beber, depois passou para quinta-feira. Hoje em dia, na terça-feira já tem barzinho lotado, gente bebendo todas e música ao vivo. Terça-feira! O mundo está em festa. E a festa vai aumentar. Porque o dinheiro vai circular. Não pense que os próximos anos vão ser marcados por grandes cataclismos e destruições e fome geral. Não vai ser. O mundo vai ser marcado por uma tremenda revolução na internet, pessoas comprando, pessoas vendendo, gente enriquecendo, comércio mundial crescendo avassaladoramente, dinheiro circulando como nunca. O reinado do falso messias vai ser um reinado rico. Apocalipse 17 fala do comércio, das fazendas, dos navios, dos mercadores, o diabo vai enriquecer essa Terra. Mas eu creio que os crentes fiéis ao Pai também vão prosperar. Mas vão usar a riqueza deste mundo como se dele não abusasse, como diz Paulo em 1Coríntios 7. Os crentes também vão prosperar, mas vão investir no Reino dos Céus em primeiro lugar. Os crentes também vão prosperar na política, nos recursos financeiros, nas idéias, no conhecimento espiritual, no conhecimento científico, mas em primeiro lugar vão colocar a Palavra. Vão buscar o Reino em primeiro lugar. A prioridade vai ser o Reino. E os crentes, para prosperarem nesse nível, vão ter que entrar na guerra. Se a sua vida, ou a vida de alguém que você conhece e é crente, está mais para festa, acenda o sinal de alarme, porque crente dos últimos dias vai estar em guerra. E a gente precisa ter cuidado para não ficar obsessivo nessa guerra. Obsessivo é assim: eu quero guerrear, eu quero fazer e acontecer e vai meio pela sua própria força e vai para um nível de esgotamento físico e mental, e isso hoje em dia não é muito difícil acontecer, porque todo mundo vive nos limites. Acorda muito cedo, às vezes nem dorme, porque fica em oração. Ou seja, você é exigido no seu máximo. Tem que dar conta de trabalho, dar conta da sua casa, da sua família, da vida espiritual, do ministério, das ovelhas, então você é um crente que está batalhando e está vivendo no seu limite. Todos nós vamos viver no limite. E é esse viver no limite que nos leva para uma total dependência do Pai, a aprendermos a ser sábios, tementes, prudentes, simples, vitoriosos em todas as áreas em que colocarmos o pé. Então, nós estamos cada vez mais para batalha. Agora, olha como a situação vai se inverter radicalmente de forma instantânea. O crente vai ficar na batalha, na guerra, na luta, na questão da santidade, na batalha espiritual, e vai caminhando e vai crescendo com o Pai, e vai sofrendo a disciplina do Pai, e vai sendo tratado pelo Eterno, a luz do Messias vai brilhando na sua vida, vai sendo revestido de autoridade e de poder. E o mundo vai continuar na iniqüidade, vai continuar no pecado, a violência vai continuar, mas a tendência é cada vez mais para festa. Aqui, no momento do arrebatamento da Igreja, essas situações se invertem. A festa vai ser nos ares. E lá nós vamos encontrar o Cordeiro e vamos celebrar as bodas do Cordeiro. Eu quero estar nesta festa, mas eu sei que para estar nesta festa eu tenho que encarar a guerra que está aqui, agora. Eu preciso pagar o preço. Você precisa pagar o preço.”

Fábio Damasceno, em palestra no Congresso AMAR 2007

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Não basta precisar...

Não basta precisar muito, tem que querer muito.
Tem gente que precisa muito de ajuda, mas não quer ser ajudado. E é praticamente impossível ajudar se a pessoa não quer. Então, não adianta ajudar. Querer é essencial. Quem não quer não consegue. Querer é uma decisão. E tudo na vida começa com uma decisão. Reconhecer que precisa de ajuda e querer ser ajudado é a maior parte do caminho da cura. O restante do caminho é muito simples depois que a pessoa reconhece que tem problema.
Creio que um dos principais impecilhos para a mudança é que as pessoas não reconhecem que têm problemas.
Repito: não basta precisar muito, tem que querer muito.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

E descansou com seus pais... Jésus Vitório

Jésus Vitório - 22/abr e set/1927 - 31/out/2008

Na foto 1, tio Jésus no seu aniversário de 80 anos, em setembro do ano passado. Ele nasceu em abril e foi registrado em setembro, e sempre comemorou em abril. Mas no ano passado, porque não queria festa de 80 anos, inventou que ia comemorar no dia que está na certidão. E quando setembro chegou, ele não quis a festa de novo. Aí, nós fomos lá na casa dele e fizemos um churrasco. Na segunda foto, os quatro irmãos no encontro da família Vitório, em novembro de 2007. Eram oito, agora só ficaram três: Joaquim (meu pai), Lindaura e Vivaldina.
Eu escrevi isso em julho de 2006: "O Pai me mandou flores nesta semana. Foi uma surpresa deliciosa ver minha orquídea com flores. De manhã eram botões, à tarde uma já estava aberta e à noite a outra abriu. Depois de uma longa cantada, em junho passado meu tio Jésus Vitório me deu a planta – esse já foi o primeiro milagre, rs –, mas não esperávamos flores agora. E o inesperado tornou-se um presente do Eterno, uma manifestação da sua criatividade e bom gosto. Como diria irmã Lydia Guimarães, Papai me paparica. E como diria Max Lucado, o Eterno é completamente apaixonado por mim. Ele me manda flores todos os dias. E eu amo este Pai Eterno. Ele é lindo!"
Há dois meses tive um sonho com meus tios e levei meu pai para visitar os dois irmãos que moram em Itaguaí. E nós levamos uns pães e um bolo de morango para o lanche e passamos um tempinho com tio Jésus. Ele estava bem abatido, mas ainda não estava doente. Depois disso ele ficou doentinho, foi internado, passou pela cirurgia, mas não resistiu. Bem, aquela tarde foi nossa despedida.
Que descanse em paz. Logo você vai ressuscitar e a gente se encontra, porque este dia está chegando, eu creio, está muito perto.
Maranata!!!!!!!!!!!!!!! O Espírito e a Noiva dizem: VEM!!!!!!!!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Vale a pena ler de novo: Antenado

Não perca tudo o que está acontecendo neste momento de Deus para seu povo. Não despreze uma parte sequer.

Procure saber tudo sobre profético-apostólico, libertação, terceira onda, rede apostólica, guerra espiritual, conquista de cidades, avivamento, arrependimento, restauração dos ministérios, igreja orgânica, cristianismo pagão... esqueci alguma coisa? Acrescente.

Não perca o que Deus quer fazer por desconhecer uma parte do quebra-cabeça. Ninguém tem a revelação completa, temos uma parte, que deve se unir às outras, completando o todo. Não critique nem rejeite por desconhecer algo. Investigue, leia, procure conhecer.

A Verdade é um todo e cada profeta recebe uma parte desse todo. Não existe apenas um profeta em Jerusalém, existem outros sete mil que não se renderam a Baal. Não podemos ignorar esses profetas, homens e mulheres de Deus, que vêm demonstrando que falam da parte de Deus. De forma alguma.

Também não podemos ignorar os sinais, a História, a figueira, o verão. Os sinais estão aí, muito claros, ao longo da História e todos os dias nos jornais. Não há como negá-los.

Em tempos de unidade, de globalização

Foto: De Bonis
Sei que a maioria dos cristãos não concorda comigo, porque enfrento isso todos os dias. Mas em tempos de unidade, em tempos de eventos interdenominacionais, precisamos estar atentos aos costumes de cada grupo.

Um deles é não comer carne de porco e outros alimentos. Todos sabemos que há grupos evangélicos que não comem carne suína, camarão e outros animais descritos em Deuteronômio 14.

Nem vale entrar no mérito da discussão de lei e graça. Não é essa a questão, decididamente, não é. A questão é respeito, hospitalidade e educação.

Que cada um queira comer esses alimentos na sua casa, é um assunto de cada um, de foro íntimo.

Mas se vamos realizar um evento interdenominacional e convidamos todos os grupos evangélicos, então não creio que seja de bom tom servimos esse tipo de alimento em nossas refeições e cantinas.

Eu não como carne de porco e seus derivados, não como camarão, para falar apenas dos mais comuns. E tenho encontrado muita dificuldade quando participo de cursos, congressos, seminários ou até mesmo quando sou convidada para fazer palestras nas congregações. Às vezes fico sem ter o que comer, como aconteceu uma vez, em que só havia pastel de camarão ou de queijo com presunto. Ou então quando o feijão está cheio de salgados de carne suína. Ou quando o sanduíche é de queijo e presunto e me sinto culpada em tirar o presunto e às vezes ter que jogar fora. O pior mesmo é ser enganada, pegar um salgadinho e descobrir que é de presunto, quando haviam dito que era de frango.

Certa vez fui a um evento de intercessores de todo Brasil e na hora de um dos almoços fiquei perplexa. Eu não tinha muito o que comer. Só puder me servir de arroz e salada de tomate. E foi o que comi. Só que paguei inscrição como todos os outros. E havia pelo menos uma outra pessoa no evento que seguia a alimentação bíblica como eu e reclamou da mesma coisa. O cardápio tinha frango enrolado bom bacon, feijão cheio de salgados suínos, linguiça frita, arroz com presunto, batata com creme e presunto, carne moída com presunto. Parecia provocação, parecia que era pessoal.

Enfim, está ficando difícil. Mas espero que isso mude, para o bem da tão sonhada unidade.

Gostaria de ter escrito: "Eu não tenho necessidade de defender-me"

Rebecca Brown

Eu não queria escrever este livro! Eu não queria publicar este livro! Na verdade, pouco tempo atrás eu havia pedido intensamente ao Senhor que me liberasse de dar palestras.

Eu pensava que tinha razões muito boas para isso. Isto é, até o Senhor me mostrar a verdade.

Nos últimos anos o antagonismo contra mim na comunidade cristã cresceu muito. Sou odiada por muitas pessoas. Por toda a parte são impressos jornais e periódicos com a pretensão de "expor a verdade a meu respeito". Mentiras e falsas acusações estão sendo disseminadas – especialmente através de livrarias cristãs, por cartas e através de comentários entre os cristãos. Ninguém dentre os que imprimiram um boletim ou jornalzinho de igreja entrou em contato comigo para procurar saber se havia um outro lado da história! Raramente algum cristão se dá ao trabalho de falar comigo para saber se o que está sendo dito é verdade. Poucos param para pensar que Satanás, freqüentemente, destrói pessoas colocando-as na mira e levantando toda sorte de acusações contra elas. Foi isso o que aconteceu comigo. Na verdade, tenho descoberto que muitos cristãos amam a maledicência acima de qualquer coisa. Eles a justificam dizendo – com suas mentiras – que estão "expondo a verdade".

Mas realmente a gota d'água para tudo isso foi alguns contatos que meu marido e eu tivemos, há pouco tempo, com algumas pessoas em posições muito altas no reino de Satanás. Elas disseram: "Na verdade, nós não temos mais que despender muito tempo e esforço procurando destruir os cristãos. Eles estão tão ocupados golpeando uns aos outros pelas costas e destruindo-se mutuamente que nós não temos mais que nos preocupar com eles. Nós ouvimos o que vocês dizem, mas não podemos ver nenhuma vantagem em optar por servir ao seu Deus. Os servos do seu Deus não são diferentes de nós. De fato, a maior parte deles é pior do que nós. Ao menos nós temos algum código de honra. Eles não têm nenhum, até onde podemos ver. Seu Deus é um Deus fraco; só pode ser, para tolerar o que está acontecendo em seu próprio reino."

Fiquei de coração partido! Tenho, durante tanto tempo, sentido muito peso pela salvação dessas pessoas. Minhas lágrimas escorriam, mas o meu horror aumentou quando tentei compartilhar a minha tristeza com um outro cristão, de um ministério conhecido.

— Você não pode deixar que isso a perturbe, – disse ele – você não pode dar ouvidos ao que eles dizem. Afinal, são apenas satanistas. Eles mentem.

Passei diversos dias em lágrimas e em oração. De que adiantava? Muitos cristãos nem mesmo se importam se suas vidas estão levando outros para longe de Cristo, e não parecem querer escutar ou saber o que está acontecendo de fato no mundo. Verdadeiramente, este versículo tem se cumprido em minha própria vida:

"E sereis entregues até por vossos pais, irmãos, parentes e amigos; e matarão alguns dentre vós." (Lucas 21:16)

"Oh, Senhor", implorei. "Deixa-me sacudir de meus pés a poeira das igrejas cristãs organizadas, e ir por estradas e atalhos aos pagãos, que nunca ouviram falar de ti. É nesses lugares que o meu coração anseia estar."

Silêncio.

Finalmente, um dia, há cerca de um mês, enquanto eu, com o Senhor, observava o sol nascer, ele falou comigo muito claramente:

"Filha, eu sou Deus".

"Sim, Pai, eu sei que tu és Deus", respondi.

As seguintes e poucas palavras foram repetidas:

"Filha, eu sou Deus".

Sentei-me, pensativa, por um instante.

"Bem, Senhor, deve haver algo que eu não estou percebendo. O que é que não estou percebendo sobre o fato de que tu és Deus?"

Pensamentos vindos do Espírito Santo inundaram a minha mente, ao mesmo tempo convencendo-me e dando-me uma abençoada esperança. Os pensamentos eram mais ou menos assim:

"Você tem me pedido para liberá-la de falar ao meu povo, deixando de adverti-los de que precisam colocar o pecado fora da vida deles, para que estejam preparados para permanecer firmes diante da perseguição que virá. Eu não a liberarei disso, pois eu sou um Deus santo. Eu disse em minha palavra:

"Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?" (l Pedro 4.17)

O fim dos tempos está próximo. Este mundo cairá. Mas, como o julgamento começa em minha casa, o meu povo será perseguido antes que os descrentes sofram. Por isso você, e outros, precisam ir avisar o meu povo primeiro."

Enquanto eu permanecia sentada pensando nisto seriamente, o Senhor voltou a falar comigo.

"Não despreze o meu povo. Você está caindo nessa armadilha. Diga-me, se eu tivesse agido em juízo contra você por suas maledicências e por falar pelas costas, quinze anos atrás, onde você estaria hoje?"

"Eu estaria numa posição terrível", foi a minha resposta imediata.

"Não se esqueça, eu não sou apenas um Deus de santidade e de justiça, mas também um Deus de misericórdia. É por misericórdia que eu demoro em agir, esperando que o meu povo se arrependa do mal que está fazendo. Satanás não tem nenhuma misericórdia. De fato, Satanás tem sempre interpretado misericórdia como fraqueza. Seu povo segue um certo código de honra porque não há misericórdia no reino de Satanás. Se desobedecem aquele código, são mortos. E simples assim. Portanto, os servos de Satanás pensam que misericórdia é um sinal de fraqueza. Mas eu lhe digo que demonstrei o meu poder como nunca quando permiti que o meu filho, Jesus, fosse torturado e morto numa cruz cruel! Minha misericórdia pagou o preço pêlos pecados de vocês."

"Lembre-se sempre", continuou, "eu amo o meu povo! Mesmo que eles sejam orgulhosos, pecadores e até destruam meus servos, eu ainda os amo e aguardo, em misericórdia, que se arrependam de suas práticas erradas. Um dia eles me prestarão contas do que fizeram. O sangue de muitos deles será requerido no trono do julgamento de Cristo, mas não despreze o meu povo, porque eu os amo." (Ver 1Coríntios 3.13-15, Romanos 14.10.)

Eu me arrependi da ira que estava sentindo em relação a muitos por causa do terrível testemunho que estavam dando ao mundo. Mas o meu coração ainda estava pesado.

"O que posso dizer àqueles que têm tropeçado por causa dos pecados dos cristãos, Senhor? Como posso efetivamente trazê-los a Jesus?", perguntei.

Uma vez mais a minha mente e o meu coração foram inundados por aquela declaração simples, porém sublime:

"Filha, eu sou Deus. E sua responsabilidade compartilhar as boas novas com essas pessoas, falar-lhes a respeito de Jesus Cristo. A minha responsabilidade é dar-lhes provas de mim mesmo. Você não pode me provar para ninguém. Somente eu posso fazer isso. Conte as boas novas, c depois ore, e desafie-os a orar e a pedir-me que eu me faça real para eles. O resto é comigo."
Louvado seja o Senhor! Que grande verdade! Nós, seres humanos, não podemos provar Deus para ninguém. O próprio Deus deve fazê-lo, e o fará. Nós somos responsáveis por pregar o evangelho a todos os homens. Deus fará o resto. Aleluia! Que Deus maravilhoso é este a quem servimos!

Eu não tenho necessidade de defender-me. O Senhor é o meu defensor. Por que deveria eu correr de um lado para outro tentando defender-me, quando não fiz nada de errado? Aqueles que quiserem falar maledicências, falarão. A minha oração é que os cristãos, em toda parte, ouçam com atenção a advertência que o Senhor fez a mim e a outros quanto ao seu serviço. Uma perseguição está aproximando-se rapidamente de nós. Eu oro para que você, que é filho dele, esteja preparado para permanecer firme, trazendo glória a este nosso maravilhoso Deus. Fique firme no poder de Jesus Cristo, Deus todo-poderoso, trazendo glória a Deus Pai para todo o sempre. Amém.

(Extraído do livro Vaso para honra)

sábado, 25 de outubro de 2008

Síndrome de querer ser como Jó

Oração e provação


Síndrome de ser como Jó 


“O Eterno confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança.” Salmo25.14 
“Certamente o Eterno, o Soberano, não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas.” Amós3.7 
"Não há bálsamo em Gileade? Não há médico? Por que será, então, que não há sinal de cura para a ferida do meu povo?" Jeremias8.22 



Tenho mais perguntas que respostas nesse assunto de enfermidades e morte. Mas gostaria de compartilhar algumas inquietações do meu coração.

Na verdade o que mais me angustia nessa questão é o fato do conformismo geral que encontro nos religiosos. Há muitas pessoas conformadas com os diagnósticos humanos dos médicos. E elas assumem a enfermidade até como parte de suas personalidades.

Sim, porque tornou-se comum dizer: “eu sou hipertenso” ou “eu sou diabético”, ou então dizem: “a minha alergia”, “o meu reumatismo”. Creio que seria mais correto dizer que a pessoa tem uma enfermidade: tem diabetes ou sofre de hipertensão. Porque quem tem pode deixar de ter. Mas quando a pessoa diz que é diabético, por exemplo, a enfermidade passa a fazer parte da personalidade da pessoa. E deixar de ser alguma coisa é muito mais difícil.

Esse conformismo realmente me incomoda. E tenho perguntado muito ao Eterno sobre tudo isso. O que observo é que houve uma invasão do que chamo de Síndrome de ser como Jó. Parece que todos se tornaram “jós” de uma hora para outra. Tudo é provação. E pior, tudo é da “vontade do Eterno” ou “foi o Eterno quem quis assim”.

E isso tudo me faz pensar na nossa total falta de intimidade com o Eterno. Porque não sabemos a razão, a causa da enfermidade, e dizemos simplesmente que é provação, como foi com Jó.

Para mim há uma grande diferença entre provação e maldição. Não consigo entender uma provação que dure 20 anos. A pessoa está enferma há 20 aos e diz que é provação. Que prova é essa que nunca acaba? Tem alguma coisa errada.

Mas o que vemos hoje são muitos religiosos em hospitais, conformados com suas doenças. Frequentei hospitais por causa do meu pai, idoso e que morou comigo por muitos anos, e fez uma cirurgia para colocar prótese no joelho e quase dois anos depois caiu e fraturou o fêmur e precisou de cirurgia de novo e ficou muito tempo internado. E, como filha mais velha, eu era a que mais cuidava dele, levava ao hospital, ficava de acompanhante na enfermaria. E comecei a perceber a grande quantidade de religiosos nas enfermarias. E eles ficavam tão à vontade e até sugerem fazer culto na enfermaria. E isso me incomodava.

Não consigo entender essa passividade diante da enfermidade. As pessoas estão sofrendo por consequência dos seus pecados, e ainda dizem que é da vontade do Eterno. Tem até uma música que diz que toda tragédia é permissão do Eterno. Para mim essa é uma teologia que tira a responsabilidade do homem.

O autor do livro O que o cristão deve saber sobre enfermidade e cura diz que se é da vontade do Eterno, então não deveria procurar um médico. E ele conta a história de um homem que só foi curado depois de pagar uma dívida. A dívida era a causa da enfermidade.

Mas não encontramos hoje pessoas que assumem que seus problemas e enfermidades podem ser consequências de pecados. Devemos entender então que ninguém peca mais?

Penso que nossa intimidade com o Eterno deveria ser a tal ponto que saberíamos se a enfermidade é provação, consequência de pecado, maldição, ou se é para morte. Precisamos saber as causas dos problemas, das enfermidades – perguntar ao Eterno – ter intimidade com ele. E orar por cura física, se for o caso.

Não veja na Bíblia um padrão para essa passividade que existe hoje. O que vejo são pessoas que vão e perguntam ao Pai o que está acontecendo e até mesmo pessoas que já sabem porque estão sofrendo algo. Como foi o caso de Jonas. Ele sabia que a tempestade era por sua causa, ele sabia que havia pecado. Não pensou que a tempestade era simplesmente um fenômeno natural, não. Ele sabia. E a tempestade passou quando ele foi jogado ao mar.

Vejo também o Rei do Egito, quando Abraão mentiu para ele. Ele foi procurar saber porque estava cheio de feridas no corpo. E quando soube que era por causa de Sara, ele a devolveu para Abraão e foi curado. E era um "ímpio".

Rebeca, quando os bebês Esaú e Jacó brigavam no seu ventre, não ficou pensando que era normal, mas foi perguntar ao Eterno o que estava acontecendo. E ele revelou sobre os gêmeos, que representavam duas nações que seriam inimigas.

Infelizmente muitos invertem a ordem e vão primeiro buscar os médicos. E depois, quando estes dizem que não há mais jeito, aí vão orar pelo "milagre" e quando não acontece conformam-se com a morte e dizem que foi a vontade do Eterno.

Em 2Crônicas 16.12,13 lemos: “No trigésimo nono ano de seu reinado, Asa foi atacado por uma doença nos pés. Embora a sua doença fosse grave, não buscou ajuda do Eterno, mas só dos médicos. Então, no quadragésimo primeiro ano do seu reinado, Asa morreu e descansou com os seus antepassados.”

Neil Anderson, em Proteção espiritual para seus filhos, diz: “Nossa mentalidade ocidental supõe que existe uma explicação natural para tudo. Depois de todos os recursos médicos terem sido aplicados sem sucesso, nós dizemos: Não há mais nada a fazer agora senão orar. Creio que a ordem deveria ser invertida. Por que não ir ao Eterno primeiro?”

Na verdade quem pode se dizer como Jó? Se queremos realmente dizer que estamos sendo provados como ele, devemos ser como ele foi: “Na terra de Uz vivia um homem chamado Jó. Erahomem íntegro e justo; temia ao Eterno e evitava fazer o mal. E possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de boi e quinhentos jumentos, e tinha muita gente a seu serviço. Era o homem mais rico do oriente. Seus filhos costumavam dar banquetes em casa, um de cada vez, e convidavam suas três irmãs para comerem e beberem com eles. Terminado um período de banquetes, Jó mandava chamá-los e fazia com que se purificassem. De madrugada ele oferecia um holocausto em favor de cada um deles, pois pensava: ‘Talvez os meus filhos tenham, lá no íntimo, pecado e amaldiçoado ao Eterno’. Essa era a prática constante de Jó.” Jó1.1-5 [grifos meus)]

O mais triste de tudo isso é que em Deuteronômio 28.15-68 há uma lista enorme de maldições para quem não obedecer e quase todo o texto fala de enfermidades como consequência da desobediência. E as pessoas hoje ficam doentes e acham que é provação? Quase ninguém assume que está sofrendo por conta do pecado. A gente não vê isso nos pedidos de oração pelos enfermos ou desempregados etc. Pedem oração como coitadinhos, como se fossem tão bonzinhos e estão sofrendo, mas não mereciam isso.

O problema é que o povo peca, peca, peca, aí fica doente ou passa por tragédias e sai dizendo que está sendo provado como Jó, e começa a citar a história de Jó. Quer se considerar Jó? Vai ser como ele, justo, íntegro, cumpridor da Torah. Mas se está cheio de pecado não confessado, não pode dizer que é provação.

P.S.: "Por que as pessoas procuram tanto explicações científicas ou naturais para as catástrofes? Pois é mais cômodo do que se perguntar 'o que eu tenho a ver com isso?'. É mais fácil acreditar no acaso do que assumir um erro. Mas fechar os olhos não faz o problema sumir. Procurar soluções na ciência e construir torres não evita dilúvios e não muda decretos espirituais. Mas Teshuvá (arrependimento), Tefilá (oração) e Tzedaká (caridade) podem mudar o curso do mundo. Somente quando aprendermos com as tragédias, assumindo nossos erros e os corrigindo, poderemos nos alegrar com o fim das tragédias 'naturais'." Efraim Birbojm

P.S.2.: Esse é um artigo de opinião. Não é um tratado científico, não é reportagem, muito menos estudo bíblico. Apenas usei  a expressão "síndrome de querer ser como Jó" como uma licença poética em uma reflexão pessoal, ao estilo de colunistas de jornais –, para desabafar minha indignação. Inventei a síndrome de querer ser como Jó baseada nas minhas observações de muitos anos no sistema religioso, mas não tem nada de científico nisso. Em nenhum momento estou dizendo que Jó tinha alguma síndrome ou que era um doente, muito pelo contrário, eu o defendo o tempo todo. São as pessoas de hoje é que têm síndrome de achar que são como ele era e dizer que estão sendo provadas como ele foi.
 E não inventei sozinha a expressão "síndrome de querer ser como Jó", apenas me apropriei de duas outras expressões e adaptei. Usei a expressão "síndrome de querer ser como Jó" quase da mesma forma que os autores dos livros usaram as expressões Complexo de Cinderela e Síndrome de Peter Pan. Foi isso, eu só adaptei e "inventei" a expressão. 
Esses termos acabaram virando nomes – ou vice-versa – de doenças psicológicas. Você pode ver nos links abaixo sobre os livros e as explicações para as patologias:
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Complexo_de_Cinderela
http://www.submarino.com.br/produto/1/16890/complexo+de+cinderela
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Peter_Pan
http://www.traca.com.br/livro/165671/sindrome-de-peter-pan