Publicação fixa: Argumentos lógicos X tratados teológicos

Meus textos questionando o sistema religioso e as mentiras do cristianismo são sempre com argumentos de raciocínio lógico, porque para mim vale o que está escrito sem interpretações humanas, sem oráculos para traduzir o texto... Continue lendo.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A falta de lógica do cristianismo

Ou pregar uma coisa e cantar outra


A mensagem básica do cristianismo, ou melhor, da maior parte dos evangélicos, é "basta crer em Jesus, aceitá-lo como Salvador, levantar a mão, declarar isso na frente dos irmãos e pronto, está salvo e vai morar no céu quando morrer". Aliás, há pregadores que fazem terrorismo: "E se você morrer hoje? Melhor aceitar logo, vai que quando sair daqui um carro te atropela" (como odiava esse tipo de "apelo"), e a pessoa levanta a mão, vai lá na frente, recebe uma oração e pronto, passe de mágica, é declarada salva dos seus pecados e se for atropela quando sair do culto, tudo bem, vai morar no céu (embora a pessoa não confesse nenhum pecadinho, nem saiba o que é pecado, porque nunca explicam direito, porque nem sabem que pecado é não obedecer à Torah).

Aí a pessoa não morre atropelada e resolve frequentar essa igreja. E então os sermões de "doutrina" já mudam um pouco o discurso e a pessoa começa a ouvir que, mesmo crendo em Jesus e tendo levantado a mãe etc, "se ela morrer em pecado, não vai morar no céu, se ela não tiver tempo de se arrepender e pedir perdão, já era, vai queimar no fogo do inferno" (e como pecado leia-se beber álcool, fumar, frequentar baladas, ir a uma igreja de outra denominação, fazer sexo fora do casamento, não entregar o dízimo, não frequentar todos os cultos e eventos da igreja). Mas aí a pessoa começa a ter dúvida se foi realmente salva. E a dúvida permanece eternamente. E o medo e a culpa acompanham a pessoa diariamente.

E aí a pessoa aprende uma música na igreja que diz: "Quem fala mal do seu pastor não pode ir (pro céu)". E ela assiste a uma peça de teatro chamada Mãos vazias que conta histórias de pessoas que fizeram algo além de crer e foram para o céu, e uma que, mesmo crendo, foi pro inferno porque tinha orgulho, e outra também foi pro inferno porque as mãos estavam vazias. Uma teologia muito confusa a dessa peça.

Mas para confundir bastante, a pessoa aprende outra música que diz que a graça é que basta, que nada do que ela fizer ou deixar de fazer vai fazer com que Deus a ame mais ou a ame menos (ou seja, pode pecar à vontade, que Deus vai amar assim mesmo).

E por aí vai, poderia ser uma postagem tipo atualizável, para escrever outros exemplos conforme for me lembrando.

Eu sei que estou fora dessa teologia confusa. Escolho seguir a Torah e procuro obedecê-la. Prefiro a matemática da Torah, prefiro 2+2=4, obedece ou não obedece, bem simples. E o melhor é que na Torah não existe céu ou inferno para colocar medo em ninguém. Sabemos que se obedecermos seremos abençoados, se não obedecermos teremos consequências ruins, e mesmo assim sempre podemos contar com a graça do Eterno se nos arrependermos. Simples, lógico e que faz todo sentido.

Penso, logo questiono. Questiono, logo incomodo.

Um comentário:

Sebastião Santos disse...

Perfeita toda a sua observação, já vi e vivi essas questões na igreja que frequentava. É uma tremenda lavagem cerebral que fazem, sem falar nas manipulações e chantagens. Um horror!